Publicada em 14/03/2017, às 09:25

Libertadores, reconhecimento... Jair faz aniversário: "Por mais presentes assim"

Sete meses após efetivado, técnico do Botafogo completa 38 anos e troca a festa pelo trabalho: "Seria muito ruim, no dia do meu aniversário, ver de casa o Olimpia jogando"

Motivos para sorrir: Jair vibra por estar na Libertadores, seu maior presente (Foto:Vitor Silva/SSPress/Botafogo)

Daqui a umas três décadas, não será fácil para Jair Ventura explicar aos netos tudo o que aconteceu em seus 37 anos. Por mais que tenha se preparado por 11 temporadas para esse momento, nem ele poderia imaginar que tanta coisa aconteceria tão rapidamente: efetivado como treinador do Botafogo (clube em que seu pai, Jairzinho Furacão, fez história), levou em poucos meses o time da zona de rebaixamento do Campeonato Brasileiro à Libertadores. Nesta terça-feira, o técnico mais jovem da Série A completa 38 anos com um novo desafio pela frente: o Estudiantes, às 21h (de Brasília), no Nilton Santos, na estreia do time e sua pessoal na fase de grupos do principal torneio do continente.

– Sem dúvida, o melhor presente seriam os três pontos. Mas na verdade meu maior presente já aconteceu: com 38 anos, em meu primeiro trabalho, disputar uma Libertadores. Vejo treinadores mais experientes que nunca disputaram. E ainda mais da maneira que foi, não herdei o lugar de alguém que classificou o Botafogo. Eu peguei o time na zona de rebaixamento e, ao lado da minha comissão, levei de 17º para 5º. É maravilhoso. Eu amo trabalhar. Seria muito ruim, no dia do meu aniversário, ver de casa o Olimpia jogando (risos). Por mais anos assim e por mais presentes de aniversário assim.

Estrategista, estudioso, ousado, extrovertido... Há sete meses no cargo, Jair deixou o anonimato com impressionantes 60,3% de aproveitamento e virou personalidade do futebol brasileiro. A visibilidade o levou a receber (e recusar) proposta do Corinthians em dezembro, após o sucesso no Brasileiro. Decidiu ficar, deixando de ser funcionário do clube para ter contrato de treinador profissional. Conquistou a confiança e o carinho dos alvinegros. Às vésperas de seu aniversário, ele recebeu a reportagem do GloboEsporte.com para um bate-papo de aproximadamente 40 minutos. Falou sobre futebol, família, a nova rotina e, claro, muito sobre o Botafogo.

Confira a entrevista completa com o treinador:

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GloboEsporte.com: cCmo está a vida de treinador sete meses após a efetivação?
Jair Ventura: A caminhada é longa. Pelo fato de eu ter apenas 37 anos, parece que eu subi agora. Mas não é assim. É diferente, por exemplo, da situação do Zé Ricardo (Flamengo) que estava nos juniores. Eu trabalhei com Seedorf, trabalhei com Loco Abreu, trabalhei com vários jogadores de seleção... Fique três anos na seleção brasileira, passei por sub-15, sub-17 e sub-20, participei de Sul-Americano, Mundial... Estou acostumado. Além disso eu tive até os 16 anos, quando sai de casa, um tricampeão do mundo ao meu lado. Essa coisa de assédio é muito natural. Vivi isso o tempo todo.

E a rotina?
Para mim foi tudo muito natural. Eu tenho nove anos de Botafogo, sendo oito como auxiliar. Já vivenciei o outro lado. Acompanhei as coletivas de todos os treinadores com quem trabalhei. Acompanhei tudo de perto: treinos, as horas boas, as horas ruins. Vivenciei e aprendi com erros e acertos. Sou um felizardo por ter trabalhado tanto tempo em uma equipe profissional, com tantos bons profissionais. Aprendi bastante e devo muito isso a eles. Meu primeiro jogo como treinador (interino) foi em 2010. Foi um jogo difícil, vencemos por 2 a 1, depois de uma goleada de 6 a 0 para o Vasco.

No seu aniversário de 37 anos você esperava um ano com tantas mudanças?
Não, não dava para imaginar. Deus tem tudo na sua hora. Me preparei por 12 anos. Em 2005 falei que queria ser treinador, fiz meu primeiro curso e percebi que queria isso para a minha vida. Depois fiz quatro anos de faculdade de Educação Física, e continuo fazendo cursos até hoje. Quanto mais, melhor. Estou pronto hoje? Não. Porque sou jovem? Não, porque ninguém está pronto. A gente evolui. Temos sempre que buscar evolução. Com 60 anos estarei buscando coisas novas. Não importa se em 2016 eu classifiquei para Libertadores jogando dessa maneira. É claro que vou mudar. Vou buscar novos treinos, coisas novas. Tem que fazer diferente, querendo mais. Não me vejo me acomodando com bons trabalhos e títulos, que pretendo ganhar. Temos sempre que buscar o melhor, independente da idade.

Como foi a preparação para fase de grupos?
Na vida de treinador a gente nunca consegue ter total tranquilidade. A cabeça não para, estamos sempre pensando. Tivemos um tempo muito curto de preparação para a Pré-Libertadores. No futebol usamos a máxima de que os times crescem ao longo da competição. No nosso caso, já começamos em uma final. Não teve competição para crescer. Nosso time teve apenas um jogo oficial, com a equipe principal, antes da estreia contra o Colo-Colo. Foi muito pouco. Perdemos uma semana por conta do acidente (aéreo com a Chapecoense). Fomos para a partida contra o Colo-Colo montando o time, com apenas três titulares do ano passado. Requer tempo para a gente implementar nosso modelo de jogo, filosofia. Agora tivemos um tempo maior.

Teve que superar ainda um acumulo de problemas...
Sofremos com lesões, até porque tivemos que achar um equilíbrio para deixar a equipe competitiva. Não adianta não machucar ninguém e não ganharmos os jogos. Precisávamos de intensidade. Os jogos foram muito intensos, contra equipes que estavam no meio da temporada. Tivemos que nos desdobrar, mas deu tudo certo. Fico feliz. Foram três gigantes disputando uma vaga, e o gigante brasileiro passou. Seria muito ruim depois de tudo o que passamos ficar fora da Libertadores. Não queria acompanhar o resto da Libertadores de casa. Estou feliz por poder estar trabalhando, fazendo o que eu gosto e disputando a maior competição para os times brasileiros, que certamente é a Libertadores.

Esse mês de fevereiro vai ficar marcado para você?
Foi muito intenso. Uma decisão atrás da outra. Pouco tempo de trabalho, mas foi bom. Bom porque deu tudo certo. Se não tivesse dado a gente teria usado o pouco tempo de trabalho como desculpa. Mas realmente foi pouco tempo. A gente tinha que rever essa situação da Pré-Libertadores. Os brasileiros saem em desvantagem em relação aos adversários. No Chile, por exemplo, eles estão no meio da temporada. O Colo-Colo teve uns 20 jogos para encaixar a equipe. Nós tivemos um jogo. Muito pouco. Tivemos apenas 15 dias de preparação, sendo que apenas 10 foram com bola. Perdemos o Carli, o Montillo, vários jogadores por conta de lesões. Seria bom mudar essa situação da Pré-Libertadores. Foi muito difícil, muita responsabilidade para pouco tempo de preparação.

E esse jogo hoje contra o Estudiantes?
Os argentinos chegam em uma situação melhor do que a nossa lá no início (quando começaram na Pré-Libertadores). Eles disputaram poucos jogos oficiais, mas tiveram tempo de preparação, cerca de um mês e pouco. Você consegue implementar seu modelo de jogo. O que pode faltar é ritmo de jogo, isso é diferente. Talvez eles cheguem um pouco abaixo pela falta de jogos oficiais, mas tiveram mais tempo de preparação.

Como tem sido o contato com seu pai?
Não vejo meu pai, tudo é muito corrido. Até por telefone nos falamos pouco. Quando temos tempo, almoçamos. Não estou vendo nem minha mulher direito em casa (risos). Eu gosto de concentrar com os jogadores. A maioria dos treinadores costuma colocar alguém da comissão na concentração. Mas eu gosto de estar presente. Tem que estudar o adversário, mas também tenho que cuidar de mim, vou para a academia. Mas nessa Pré-Libertadores foi complicado, dei uma engordada (risos). Futevôlei eu não tenho jogado, tive que abdicar de algumas coisas. A profissão requer muito tempo. Tenho que estudar meu time, tenho que estudar o adversário, tenho que ver outros jogos... Estou sempre vendo jogos.

E dá para encaixar um filho nessa rotina?
Estou programando um para este ano. Tem que dar para encaixar. Quem vai sofrer é a mulher, a gente viaja muito, mas é lógico que vou ajudar, trocar uma fralda quando for possível. Minha família foi criada assim. Meu pai morou muitos anos fora, eu também joguei e morei muitos anos no exterior. Lá em casa sempre foi assim. Meu pai trabalhou na Arábia, eu joguei na França, no Gabão, na Grécia. A gente quase não se vê. A gente se ama, mas não tem muito contato por conta do trabalho. Minha mãe tem loja e também viaja muito para comprar roupas na Tailândia. É cada um para um lado, a gente se ama, mas nós não temos aquela coisa de almoço de família, aniversário... Eu já passei Natal sozinho dentro do avião, com 16 anos, quando fui fazer teste no PSV, na Holanda. Lá em casa é assim.

E vai ter dancinha de aniversário?
(Risos). Isso foi uma febre. Tem gente que me vê e já fala da dancinha. Pô, dá parabéns primeiro pela classificação (gargalhada). Foi uma situação espontânea, de loucura. Na hora, cheio de adrenalina, você não pensa nada. Você está no jogo, não foi provocação. Eles (Colo-Colo) até mereciam por tudo que fizeram conosco lá: invadiram o treino, pintaram o vestiário, o treinador deles falou um monte... Mas não foi para eles. Zero. Saí saltitando de felicidade, igual criança quando está feliz.

Tinha alguma música em mente naquela hora?
Não pensei em nenhuma música. Tinha torcida gritando, tacando moeda. Sai saltitando espontaneamente de felicidade. A imagem é muito legal, tudo mundo feliz, tem o doutor (Luiz Fernando Medeiros) comemorando de forma engraçada. A gente sai de si. Já vi (Jurgen) Kloop, Mano (Menezes) dançando, o Adilson Baptista deu um carrinho na placa, o Tite deu um pique em campo. Cada um reage de uma maneira. Não sei o que passou na minha cabeça naquela hora. Deu um branco. Imagina a emoção. Aquele jogo estava nos eliminando depois de seis meses de muito sacrifício. Você não pensa em nada na hora. Se a gente perde, diriam que quem dançou foi o Jair. Quem trabalha com muita emoção está sujeito a isso. Sou coração, sou emoção.

Você já percebeu que se tornou uma das referências desse time para a torcida?
É gostoso. Na rua recebo muito carinho, até de torcedores de outros clubes. É bacana. Tem de tudo. Quando perdemos para o Cruzeiro, no ano passado, na Copa do Brasil, passei por uma situação diferente. Embaixo da minha casa tem um ponto de ônibus. Chegando em casa, uma senhora me reconheceu e disse: "Que vergonha, hein". Fiquei quietinho e fui para casa. No jogo seguinte ganhamos do Fluminense. O Ednilson (Sena, preparador físico) me deixou em casa, e ela estava lá de novo. Quando me viu virou a cara. Aí eu falei: "Oi, boa noite. Tudo bem?". Ela respondeu: "O Sidão pegou para caramba, né?" (gargalhada). Comecei a rir, a filha dela também. Mas é assim, não tem jeito. É legal esse contato com o torcedor. Também sei que quando perder, e a fase estiver ruim, não vão lembrar desses momentos. Me preparei para isso, até para as situações ruins.

Se sente seguro no cargo?
Temos que ter equilíbrio, porque não tem um Alex Ferguson (treinador que permaneceu 27 anos à frente do Manchester United) no Brasil. Já estou há mais de sete meses à frente do Botafogo. Aqui no Brasil, isso é coisa para caramba. Eu quero mais, longevidade, mas a gente sabe que no futebol isso é difícil. A gente não avalia o trabalho, mas sim os resultados. É complicado. Temos que analisar mais o dia a dia, o trabalho, a gestão de pessoas, o modelo de jogo, as variações... Outro dia me mandaram por WhatsApp os times que mais demitem. O Botafogo está bem longe disso. Isso é bom.

O último treinador do Botafogo não foi demitido, ele que saiu. Ainda tem contato com o Ricardo Gomes?
Converso direto, o Ricardo é meu amigo. É um risco que ele correu (ir para o São Paulo). Ele quis, achou melhor para a vida profissional. Em 2015, quando fiz três jogos na Série B, pensei que poderia ser a minha hora. Aí veio o Ricardo e vi que não era a minha hora. Ajudei ele, trabalhamos juntos, e em uma situação mais difícil, na zona de rebaixamento do Brasileiro, as coisas aconteceram. É a vida. Temos que estar preparados para as oportunidades. Eu sempre me preparei, mas sempre fazendo o bem. Todos os treinadores que passaram aqui no Botafogo são meus amigos. Passei o Réveillon com o Oswaldo (de Oliveira) em Miami, falo sempre com René Simões, falo muito com Ricardo Gomes, com Joel Santana. O Estevam Soares me levou para ser auxiliar do CSA em 2014. As coisas têm seu tempo. Você tem que ser do bem, tratar todo mundo bem, falar olhando nos olhos. Com meus jogadores é assim também. Posso errar, posso acertar, mas eles sabem que não estou de sacanagem. Faço sempre o melhor para o time. Vou errar e vou acertar, mas de coração, de maneira transparente e limpa. Quero ser conhecido como uma pessoa honesta e um cara justo. É isso o que eu quero para a minha carreira.

Você também teve proposta para deixar o Botafogo antes de assinar o novo contrato?
Recebi, mas eu já estava apalavrado com o Botafogo. Eu não tinha assinado ainda, mas já tinha dado a minha palavra. E eu prezo muito por isso. Sou muito grato ao Carlos Eduardo (presidente do Botafogo) pela oportunidade que ele me deu. Tem muito jovem preparado, mas que não recebe oportunidade. Do que adiantava ter me preparado por 12 anos para ter oportunidade daqui a dez anos? Ele pode até me mandar embora no futuro, mas não dava para eu sair agora, depois de seis meses, por conta de uma situação financeira. Não funciona assim comigo.

Foi o Corinthians, né?
Não falei o nome do time (risos). Mas já estava apalavrado, com uma situação boa para mim. Não teria porque, de repente, por dinheiro, sair naquele momento. Não era o momento de deixar o Botafogo.

E o que faz sonhar alto com esse time do Botafogo?
A nossa força vem do grupo, do dia a dia, no vestiário. O grupo é muito unido, e é muito fácil passar para os jogadores o que eu quero deles. Eles me abraçaram. Outro dia eu estava vendo na TV um jogador do Atlético de Madrid dizendo que, se o Simeone o mandasse pular da ponte, ele pularia. É claro que não é nessa proporção, mas aqui no Botafogo vejo a resposta em campo. Falo para os meus jogadores que não vou cobrar deles algo que eu não pedi. Então estou sempre estudando todos os mínimos detalhes que podem acontecer na partida para passar aos jogadores. Eu exijo muito nos treinos. O jogador pode até deixar de fazer, mas ele sabe o que tem que ser feito. Por isso temos treinos em sala, e a gente cresce muito. Isso requer tempo, mas o time aos poucos vai crescendo.

Você citou o Simeone, ele é sua maior inspiração?
Gosto muito de alguns treinadores. Vejo o Tite, hoje, realmente como o melhor. Temos o melhor treinador na seleção brasileira, é justo. Mas gosto muito também do Simeone. É fácil gerir o tripé (Messi, Neymar e Suárez) do Barcelona? Não é. Mas o Barcelona tem um time muito mais qualificado do que o Atlético de Madrid. E como é que o Simeone consegue neutralizar e vencer essas equipes? O Atlético chegou a duas finais da Champions, conquistou o Campeonato Espanhol sem um cara que vai lá e resolve. Isso é a força do trabalho. Os jogadores compraram a ideia do Simeone, isso me seduz. Vejo o poder de persuasão dele, ele tem essa facilidade. Os times do Simeone são muito competitivos e muito organizados.

Os técnicos jovens geralmente sofrem na mão de medalhões. Contigo, a sensação que passa é de que você não tem medo e aposta muito nos jovens. Como isso funciona?
Isso ajuda. Quem vê o treino sabe quem está em um melhor momento. Você colocar o Matheus Fernandes, um cara de 18 anos, como titular em uma "final" contra o Olimpia em Assunção... Você vê que o trabalho é de verdade. Aí os outros garotos dão a vida no treino. Você eleva muito o nível do dia a dia de treinos. A ponto de eu ter que pedir calma às vezes. Trato todos iguais. Faço o mesmo treino tático para o time A e para o time C. Vou deixá-los de lado? São eles que daqui a pouco estarão jogando. Estão tenho que tratar todos da mesma forma. Isso que eu penso de gerir o futebol. Até o próprio medalhão pode ficar chateado, mas ele vai entender. E tem o fato de eu ter trabalhado com jogadores rodados como Seedorf, Loco (Abreu), Renato... Isso ajuda. Já sei mais ou menos como agir, tem a hora de falar, tem a hora de cobrar. Esse feeling você ganha com a experiência.

Você se sente experiente?
Experiência com apenas 37 anos? Mas são nove anos de Botafogo. Oito no profissional e um como técnico do sub-20, o que foi ótimo para mim. Pude colocar em prática as minhas ideias nos juniores. Será que eu demorei a substituir ou por ter substituído naquela hora deu certo em Santiago? Será que se eu jogasse de igual para igual contra o Olimpia em Assunção não correria o risco de tomar de três como o Independiente Del Valle? É complicado. A responsabilidade é grande, e é tudo em cima do treinador, não tem jeito. Então você tem que morrer e viver com suas convicções. É isso o que eu faço. Aí durmo tranquilo.

Você trabalhou com Sassá e com Emerson Santos no sub-20, conhece eles há muito tempo. Como avalia os casos dos dois?
Eu converso, falo a verdade e digo o que eu penso para eles. Mas chega uma hora que você tem que tomar decisões. Eles são os treinadores da vida deles e precisam tomar uma decisão. Eles não podem deixar mais ninguém tomar decisões por eles. Os dois sabem o que eu penso, não gosto de expor as conversar que tenho com os atletas, mas eu quero o melhor para eles. Espero que eles decidam o que for melhor para a carreira deles. Torço demais para os dois, eles me ajudaram bastante, são dois grandes jogadores, com muito potencial. Que tomem a decisão certa e possam nos ajudar se decidirem ficar. Eu não tenho, por exemplo, um jogador com as características do Sassá. Ele estando bem, certamente vai nos ajudar.

BOTAFOGO X ESTUDIANTES

Local: Estádio Nilton Santos, Rio de Janeiro (RJ)
Data e horário: terça-feira, 21h (horário de Brasília)
Escalação provável: Gatito Fernández; Marcelo, Carli, Emerson Silva e Victor Luís; Airton, Bruno Silva, Camilo e Montillo; Pimpão e Roger
Desfalques: Jefferson, Luis Ricardo, Gustavo Bochecha, Jonas, Leandrinho e Matheus Fernandes (DM)
Pendurados: Airton
Transmissão: SporTV (com Jader Rocha, Raphael Rezende e Paulinho Criciúma), e Rádio Globo FM 98,1, Globo AM 1220, CBN FM 92,5 e CBN AM 860 (com Luiz Penido, Eraldo Leite, Álvaro Oliveira Filho, Renan Moura, Camila Carelli e André Luiz)
Arbitragem: o trio de arbitragem é uruguaio. Jonhatan Fuentes apita o jogo, auxiliado por Nicolas Taran e Richard Trinidad

Fonte: GloboEsporte
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