Publicada em 14/03/2017, às 11:03

Inspiração em Scarpa, polivalência e sonho com Europa: conheça Calazans

Em entrevista exclusiva ao L!, joia do Fluminense lembra passagem na República Tcheca e comemora oportunidades no profissional com Abel: 'Ser titular é um dos meus objetivos'

Calazans, aos poucos, conquista torcida tricolor. FOTO DE MAILSON SANTANA/FLUMINENSE FC.

Meia, atacante ou lateral? Para Marquinhos Calazans, o que importa é estar jogando. E foi assim que o garoto de 20 anos, criado na base de Xerém, chamou a atenção de Abel Braga nos primeiros treinos da pré-temporada. Até ano passado, nas categorias inferiores, o jogador era a promessa do ataque tricolor; Hoje, sem reservas de origem na esquerda, tornou-se a sombra de Léo.

- Aonde tiver que jogar, eu jogo. Não tenho preferência. O importante é aproveitar a oportunidade - disse, em entrevista exclusiva ao LANCE!.

​Na lateral-esquerda, ganhou sua primeira chance na equipe, na vitória do time reserva por 3 a 0 diante do Volta Redonda, ainda na Taça Guanabara. O treinador se impressionou com o desempenho e a 'potência' do jogador na posição, e deixou claro que o testaria mais vezes. A adaptação ao profissional foi rápida - e muito se deve a Abel - mas não ache que vestir a camisa tricolor é uma tarefa simples.

- Nunca é fácil representar a camisa do Fluminense, time grande não só no Brasil como no mundo. Treinar com ele é magnífico. Treinador que já ganhou Libertadores, Mundial, tem muita rodagem no futebol desse país. É gratificante pra mim começar com um cara como Abel - afirma Calazans.

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Se fora de campo Abel assume papel importante, dentro dele, a referência está no próprio elenco. Gustavo Scarpa começou a carreira de forma parecida: sem espaço no clube, foi emprestado a times menores, ganhou experiência e voltou. Em muitas partidas, o meia foi improvisado na lateral esquerda e se firmou entre os titulares. Hoje, o camisa 10 é o principal jogador do time e recentemente foi lembrado por Tite na Seleção. Para Calazans, Scarpa é uma inspiração para os próximos passos no Fluminense.

- Me espelho muito nele. É um jogador que passou pelo que passei. Vejo que o procedimento que estou vivendo está dando certo. Teve oportunidade numa posição que não era a dele, mas que sabia fazer muito bem. É muito bom quando isso acontece, a gente vê que o trabalho de um garoto que é muito humilde, querido por todos, deu certo.

​Ainda na base, você foi emprestado ao futebol da República Tcheca para ganhar experiência. Como foi esse período e o que aprendeu por lá?

​- Pra mim no começo foi complicado. Era muito novo, 17 anos, nunca tinha jogado no profissional. Foi muito importante, aprendi uma nova língua, uma cultura diferente. Fiz amigos lá. Os métodos de treinamento são diferentes, mais técnicos, mais táticos... Influenciou muito na carreira.

Em pouco tempo no profissional, já teve oportunidade de entrar em campo em um Fla-Flu e conquistar seu primeiro título da carreira. Qual a sensação?

​- Emocionante. Coisa que sempre sonhei, não esperava que acontecesse tão rapidamente. Fico muito feliz pela oportunidade que aconteceu na minha vida. Agradeço Abel e os companheiros pela confiança, que reflete dentro de campo.

Você tem como característica o drible com o pé esquerdo e aos poucos vem mostrando o repertório. Abel dá algum conselho para seu estilo de jogo?

​- Ele pede pra gente fazer o simples atrás, pra não complicar. Na frente, é pra ter personalidade e jogar o que sabe.

​Como é, para você, ter oportunidade na equipe ao lado de outros jogadores da base de Xerém? Fica mais à vontade junto dos garotos?

​- Fico feliz, são jogadores que eu sempre trabalhei e me dão confiança. Não só esses jogadores de hoje, mas outros que foram vendidos, como Kenedy, Gerson, também me ajudaram. A gente fica feliz de ver que o trabalho de Xerém está sendo bem feito.

Kenedy e Gerson saíram cedo do Fluminense rumo ao futebol europeu. Passa pela sua cabeça seguir o mesmo caminho que seus ex-companheiros?

Todo jogador que joga num clube do tamanho do Fluminense, também pensa num clube europeu. Mas isso não passa na cabeça agora. Primeiro quero fazer um bom trabalho aqui, construir minha carreira, ser reconhecido pelos torcedores e ganhar títulos com essa camisa.

E já está sendo reconhecido pelos torcedores nas ruas? Nas redes sociais, pelo menos...

​- Muito pouco ainda. É engraçado, estranho, tudo acontece muito rápido nesse meio, ainda mais na internet.

Na internet, costuma postar vídeos de basquete. Acompanha o esporte?

- Sim, acompanho. Gosto muito de NBA. Sou torcedor do Cleveland Cavaliers.

Você está começando agora, mas já se tornou reserva imediato na lateral-esquerda. Acredita que pode ser titular do time ainda este ano?

​- Sim, acredito no meu potencial. Respeito o atleta que está jogando, companheiro de equipe, mas também quero chegar num patamar acima do que estou agora. Ser titular é um dos meus objetivos.

Fonte: Lancenet
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