Publicada em 10/03/2017, às 09:47

Análise: Santos acorda a tempo para empatar com o Sporting Cristal

Lucas Lima aparece no segundo tempo e lidera reação santista. Peixe corre riscos e depende de Vladimir para segurar o ponto conquistado fora de casa

Quando Lobatón cobra a falta, Cazulo está mais adiantado (Foto: Reprodução)

O Santos demorou a estrear na Taça Libertadores. O juiz apitou o início da partida contra o Sporting Cristal, na última quinta, no Peru, exatamente às 21h45 (horário de Brasília), mas o Peixe só entrou em campo bem mais tarde, já no segundo tempo. Apático e sem criatividade para escapar da marcação adversária, o Peixe saiu perdendo e só conseguiu o empate quando lembrou que havia uma partida a disputar – e de Libertadores –, na etapa final.

Diante das circunstâncias, o 1 a 1 acaba sendo um bom resultado para o Alvinegro. Apesar de ter marcado um irregular, o Cristal foi bem melhor na primeira etapa. E no segundo tempo, quando o Peixe foi melhor, o time peruano ainda teve boas escapadas que pararam em pequenos milagres operados pelo goleiro Vladimir.

Pela primeira vez no ano, o Santos teve quase todos os seus titulares em campo (com exceção do goleiro Vanderlei), mas isso não fez diferença alguma no primeiro tempo em Lima. A equipe seguiu apresentando os mesmos problemas dos jogos recentes pelo Paulistão: lentidão, falta de objetividade, jogadores carregando demais a bola.

Aquele time móvel, com trocas constantes de posição e chegadas perigosas do ano passado segue sem dar as caras em 2017. Assim, o Peixe virou presa fácil para a marcação adversária. O time peruano, sim, foi mais objetivo e explorou a velocidade de seus jogadores mais abertos para chegar fácil à área santista e abrir o placar com um gol irregular de Cazulo, que estava impedido quando completou de cabeça cobrança de falta de Lobatón, aos 13.

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Não que o time peruano seja uma máquina. Está longe disso. Até apresentou problemas nas trocas de passes. Só que compensou suas limitações com muita aplicação na marcação e velocidade nas transições do meio para o ataque. Tudo o que o Santos não fez.

O Peixe apresentou uma pequena melhora nos últimos minutos da etapa inicial, quando conseguiu acertar sequências de passes, mas acabou parando no bom goleiro Viana.

Até então, Lucas Lima não havia sido visto no campo do Estádio Nacional de Lima. Ele passou todo o primeiro tempo adormecido, cercado por marcadores, sem conseguir dar sequência às jogadas.

Na segunda etapa, o camisa 10 acordou. E com ele, o Peixe, enfim, começou a jogar. Com a marcação adiantada e ocupando mais os espaços, a equipe de Dorival Júnior passou a rondar a área, com Lucas Lima achando os atacantes santistas.

Agora, os laterais se apresentavam para o jogo e davam opções de passe ao meia, que distribuía bem o jogo. O Cristal estava controlado e o empate não demorou. Lucas acertou um grande passe para Thiago Maia, que dominou com o bico da chuteira e fuzilou. Um golaço!

Com o empate, o Santos percebeu que era possível a virada e se mandou para o ataque. O time peruano dava condições para isso. Valia correr o risco. O que não valia era deixar tantos espaços para contra-ataques.

Traiçoeiro, o Sporting Cristal achou buracos na defesa santista e teve três chances para marcar nos minutos finais. Só não conseguiu porque na trave e no goleiro Vladimir. O santista fez duas grandes defesas e salvou a barra da zaga santista. Jogando pela primeira vez juntos, Cleber e David Braz, que fez seu primeiro jogo no ano, conseguiam a façanha de perder pelo alto para jogadores bem mais baixos.

No final, um lance polêmico: bola levantada na área do Cristal. David Braz disputou a bola pelo alto com o goleiro, que soltou no pé de Ricardo Oliveira. O atacante marcou, mas o juiz anulou por falta do zagueiro santista. Uma jogada bem discutível.

Por fim, fica a lição. Em Libertadores, é preciso jogar com intensidade o tempo todo. O Santos não pode voltar a ser sonolento como foi no primeiro tempo da estreia para não correr o risco de acordar tarde demais.

Fonte: GloboEsporte
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