Publicada em 10/03/2017, às 14:33

Análise: Montillo + Camilo = 185min + 2 jogadas. Como fazer dupla funcionar?

Meias completam praticamente segundo jogo juntos ainda sem brilho com a camisa do Botafogo. Jair quebra cabeça atrás da fórmula ideal e pede paciência: "Vão entrosar"

Mapas de calor de Montillo e Camilo contra Voltaço tem brasileiro mais na esquerda, e gringo, na direita (Foto: Footstats)

Depois de muito tempo, a torcida do Botafogo voltou a ver Montillo e Camilo ao mesmo tempo em campo na última quinta-feira, na vitória por 1 a 0 sobre o Volta Redonda, pela estreia da Taça Rio. Mas ela ainda não enxergou o que queria: o tão esperado encaixe e o consequente show da dupla com as cores preta e branca. Afinal, o argentino cansou de desfilar categoria durante anos no futebol brasileiro ou contra equipes do país; e o camisa 10, com golaços de dar inveja aos indicados do "Prêmio Puskás", foi o maestro do time em 2016 na arrancada até a Libertadores.

A contratação de Montillo no início da atual temporada encheu a torcida alvinegra de expectativa, só que os dois têm jogado pouco juntos, em quantidade e em qualidade. Foram 76 minutos na vitória por 2 a 1 sobre o Colo-Colo, do Chile; apenas 14 minutos no triunfo por 1 a 0 sobre o Olimpia, do Paraguai; e 95 minutos diante do Voltaço, totalizando 185 minutos – praticamente dois jogos inteiros. Nesse tempo, a dupla criou duas jogadas conjuntas e ainda não fez gol. As chances claras que tiveram saíram de jogadas com outros companheiros.

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Se individualmente os dois são acima da média, como fazer para produzirem juntos? Esse é o desafio que Jair Ventura vem buscando resolver ao procurar a fórmula ideal para ambos. Contra o Voltaço, começou com Camilo na esquerda, Pimpão na direita e Montillo flutuando pelo meio, muitas vezes até ocupando a mesma faixa de campo do camisa 10. Na etapa final, o técnico inverteu a ordem, jogando Camilo para a direita e o argentino aberto na ponta esquerda, ainda sem brilho. O comandante pede paciência.

– Vão entrosar, vai dar certo. São dois bons jogadores, requer tempo, não jogaram muito juntos.

Curiosamente, as três partidas em que ambos jogaram juntos foram no Estádio Nilton Santos, onde o time da casa precisa sair mais para o jogo e é mais ofensivo. No esquema que Jair vem tentando implementar, Roger passa a funcionar muito como pivô, prendendo a bola para a chegada dos meias. Foi assim que Camilo e Montillo por muito pouco não balançaram a rede diante do Volta Redonda: o brasileiro recebeu na entrada da área e bateu no cantinho, tirando tinta da trave; e o gringo entrou na área driblando e fintou o goleiro, mas o zagueiro salvou.



O Botafogo se reapresenta na tarde desta sexta-feira, no Estádio Nilton Santos, e continua sua preparação para o Campeonato Carioca e, principalmente, a Libertadores. Na próxima terça, contra o Estudiantes, da Argentina, pela estreia do Alvinegro na fase de grupos, Montillo e Camilo devem ter mais uma oportunidade de jogarem juntos e ganharem mais entrosamento.

Fonte: GloboEsporte
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