Publicada em 09/03/2017, às 09:11

Cruzeiro usa talento e força para bater dois adversários difíceis em Alagoas

Time mineiro venceu o Murici por 2 a 0 na ida da terceira fase da Copa do Brasil

Jogo aéreo foi uma alternativa do Cruzeiro para superar gramado ruim em Murici (Foto: Ailton Cruz/Gazeta de Alagoas)

Na vitória por 2 a 0 sobre o Murici, na noite desta quarta-feira, em Alagoas, o Cruzeiro teve que superar dois grandes adversários: um que já estava dentro dos planos, antes da partida, e outro que surpreendeu depois que a bola rolou. O primeiro foi o péssimo gramado do Estádio José Gomes da Costa, em Murici. Dominar a bola era tarefa árdua. Acertar os passes pior ainda. Com um time leve, e com o estilo de jogo baseado na técnica e na posse de bola, o Cruzeiro penou para se adaptar ao piso. Conseguiu, mas não foi fácil.

O segundo adversário foi a equipe do Murici, que mostrou grande futebol. Não que houvesse menosprezo ao adversário, que eliminou da Copa do Brasil Juventude e América-MG, dois times da Série B do Brasileiro, mas a pouca tradição do clube alagoano e a posição irregular na classificação do estadual fizeram supor que o Murici fosse um time fraco. Não é. E deu trabalho, tanto que, em determinado momento do jogo, teve mais posse de bola que o Cruzeiro.

O time cruzeirense teve que aliar técnica e raça para sair de campo com a vitória. A personificação desta união de garra e talento, em Murici, foi Ariel Cabral. O argentino foi o jogador cruzeirense que mais rapidamente entendeu a dinâmica do gramado. Ou a falta dela. Assim sendo, conseguiu dar ritmo ao jogo do time, principalmente pela esquerda. Henrique também foi bem e contou com a ajuda de Ezequiel, no setor direito.

Os quatro homens de ataque foram os que mais sofreram em Alagoas. Arrascaeta, Thiago Neves, Alisson e Rafael Sobis são jogadores extremamente técnicos, portanto, um gramado como o do José Gomes da Costa prejudica demais o desempenho do quarteto. Entre altos e baixos, eles conseguiram superar as dificuldades. No segundo tempo, Mano Menezes colocou Rafinha e Ramón Ábila em campo. Foram os dois os responsáveis diretos pelo segundo gol.

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As 11 vitórias e o empate nas 12 partidas de 2017 mostram que o Cruzeiro tem força de elenco para disputar os títulos do ano. E a vitória sobre o Murici prova que o time, além de técnica, tem raça e garra para resolver situações onde só na base do talento, não é possível.

Fonte: GloboEsporte
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