Publicada em 09/03/2017, às 09:10

Berrío atropela rivais argentinos e ameaça vaga de hermano no ataque

Atual campeão da Libertadores com Atlético Nacional, colombiano contratado por R$ 11 mi justifica investimento na goleada contra o San Lorenzo com explosão e força

Berrío Flamengo x San Lorenzo (Foto: Gilvan de Souza/Flamengo)

Um lance no segundo tempo da goleada de 4 a 0 do Flamengo sobre o San Lorenzo na noite desta quarta-feira no Maracanã explica bem a principal virtude de Berrío. Lançamento longo e o lateral Lautaro Montoya, a todo custo, tentava evitar que o colombiano o ultrapassasse. Foi em vão. O atual campeão da Libertadores - venceu o título pelo Nacional de Medellín ano passado - atropela e o árbitro, talvez por não entender a facilidade com que o argentino perdeu a frente para o colombiano, vê irregularidade no lance e erra ao marcar falta do rubro-negro.

O jogador entrou aos 30 minutos do primeiro tempo, quando Mancuello não aguentou continuar na partida - após levar pancada na cabeça. Em poucos minutos em campo fez três jogadas combinadas com Pará. Diferentemente do meia argentino, que está se adaptando à função de ponta direita, Berrío é um especialista da posição. Quando o Flamengo recuperava a bola, o colombiano já se virava de lado pronto para arrancar. Era espécie de bola de segurança.

- É fundamental ter variações, principalmente num campeonato como a Libertadores, com as equipes tão estudadas. Isso gera cada vez mais dificuldade ao adversário. O Mancuello acaba caindo mais para dentro. É um jogador de bom passe, tem bom chute, é inteligente. Berrío tem muita velocidade, faz com que a gente mude a maneira de jogar e explore a velocidade dele, com passe mais longo, mais profundo. O desafio é esse, explorar qualidade dos jogadores, Temos feito isso de forma natural - disse o camisa 10, Diego.

Orlando Berrío, de 1,84m e 83 kg, chega a atingir 36 km/h em disparadas durante a partida. Se não é primor de técnica - e mostra isso com finalizações e cruzamentos nem tão precisos -, o jogador que custou R$ 11 milhões aos cofres do Flamengo compensa as limitações como válvula de escape que deve ser ainda mais importante em jogos fora de casa na Libertadores da América.

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Apesar de todo cuidado no discurso, Zé Ricardo dificilmente vai deixar o colombiano no banco de reservas. Contra a Universidad Católica, ele tem a opção de começar com o colombiano ou deixá-lo como arma para pegar um time mais cansado. Conta a favor de Berrío a força para disputar as jogadas. As pernas longas, o corpo esguio e a alta velocidade permitem que ele proteja ou escore a jogada no corpo ou aposte corrida com o marcador pela direita. Na noite de quarta-feira, ainda ajudou em dois lances específicos. Esticou a perna para consertar o passe errado de Diego, que terminou no gol de Trauco, e também desviou pelo alto o cruzamento para o gol de Romulo.

- Nosso elenco tem praticamente todos atletas com condição de vestir a camisa titular. Berrío é peça muito produtiva, muito valiosa para o clube. Tínhamos estratégia no decorrer do jogo de utilizá-lo para ir atrás do lateral-esquerdo. A estratégia foi antecipada e ele mostrou que pode ser útil na temporada. Se vai ser titular, vai ser de jogo para jogo. Importante que está se sentindo cada vez mais à vontade, com clube, com a língua, totalmente adaptado com o grupo já. Questão de tempo que melhore rendimento - afirmou Zé Ricardo.

Fonte: GloboEsporte
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