Publicada em 08/03/2017, às 11:32

Operação Venezuela: Grêmio leva material de higiene e até adoçante

Clube gaúcho leva mais sabonetes e demais produtos para a inflacionada Venezuela. Nutricionista leva barra de cereais, isotônico, adoçante, biscoitos e energético

Ramiro, Kannemann e massagista Lucão no voo (Foto: Divulgação/Grêmio)

A crise política e financeira da Venezuela teve reflexos, ainda que sutis, na programação do Grêmio para a viagem até Barinas, onde o Tricolor enfrentará o Zamora, nesta quinta-feira, pela estreia no Grupo 8 da Libertadores. Por conta da escassez de produtos básicos enfrentada pelo país há alguns meses, além do material de jogo habitual, o Tricolor reforçou a bagagem com produtos de higiene e também alimentos.

A situação do país, cuja população constantemente é obrigada a encarar longas filas para comprar comida ou artigos de primeira sobrevivência, é instável. O presidente Nicolás Maduro vem enfrentando uma oposição forte dentro da Assembleia Nacional, pressionado por uma inflação crescente que chegou a ser a maior do mundo em 2015 e segue com níveis altos. Isso causa problemas na economia e no acesso a itens básicos.

O Grêmio, por exemplo, levou alguns produtos que, conforme a nutricionista do clube Katiusce Borges, não encontraria em Barinas. O clube colocou na bagagem itens como adoçante, isotônico, energético, biscoito e barra de cereal. Também foi informado sobre a ausência nos supermercados de refrigerantes zero, algo que não é consumido pela delegação e não entrou na lista.

– Entregamos o cardápio no fim de janeiro, então deu tempo também de buscarem algo que houvesse necessidade – comentou Borges, ainda durante o voo que levou a delegação de Porto Alegre até Barinas, com escala em Manaus.

Leia Mais
- Grêmio pode ter volta de Barrios contra o Coritiba
- Renato admite propostas do exterior e não garante permanência de Luan
- Em jogo de reviravoltas, Cruzeiro busca empate no Mineirão e impede Grêmio de ser líder
- Viu isso? 'Dispensado' no Chelsea, Diego Costa afirma que pode jogar em equipe brasileira
- Leia mais notícias sobre Grêmio em www.futnet.com.br/gremio

A rouparia gremista também precisou levar material extra na bagagem. Além de uniformes de treino, de jogo e chuteiras, entre outros itens, os roupeiros Pepo e Lucão tiveram de se preocupar com produtos como sabonetes, papel higiênico e afins mais do que o normal em outros viagens. Também por conta das informações de falta dos itens no mercado regular.

A dupla encara uma rotina árdua para cuidar da bagagem do clube. Na segunda-feira, por exemplo, ambos deixaram o CT Luiz Carvalho por volta das 22h, após ajustarem todos os detalhes para a viagem no dia seguinte. No desembarque, ficaram para trás do restante da delegação e rumaram ao hotel em um caminhão separado, com todo o material.

Até agora, a logística gremista tem se mostrado acertada. A viagem de mais de 4,7 mil quilômetros transcorreu de forma tranquila. O voo fretado foi acertado justamente por dificuldades de logística para o voo de carreira para Barinas, cidade a cerca de 500 km distante da capital Caracas. Praticamente sem torcedores, apenas com integrantes da imprensa e delegação, não houve barulho nem nada que pudesse tirar o foco dos atletas.

Nesta quarta-feira, véspera da estreia gremista, o elenco tem a manhã inteira de descanso. Muitos jogadores nem devem sair dos quartos para o café da manhã. O almoço está marcado para meio-dia – logo depois, o goleiro Marcelo Grohe vai atender aos jornalistas presentes em Barinas.

Fonte: GloboEsporte
Clique para ver a matéria no site fonte

Mais sobre - Grêmio