Publicada em 06/03/2017, às 14:45

Abel Braga diz que estudar o Fla foi essencial e elogia rival: "É muito time"

Treinador diz que comissão técnica mapeou estilo de jogo do Flamengo e cita mudança de posição de jogadores tricolores para poder fazer frente ao Rubro-Negro

Abel Braga no clássico (Foto: André Durão)

Abel Braga não conteve as lágrimas e se emocionou após a vitória do Fluminense sobre o Flamengo, nos pênaltis, no último domingo, no estádio Nilton Santos, pela final da Taça Guanabara. O treinador tricolor não deixou, contudo, de dar um abraço do técnico rival, Zé Ricardo, e parabeniza-lo pelo trabalho. Em entrevista ao “Seleção SporTV”, Abel disse que o Flu teve o mérito de ter estudado a fundo a equipe rubro-negra antes do clássico, mudando de posição Richarlison, Wellington Silva e Marcos Júnior. O comandante ainda elogiou o adversário e disse que a equipe é favorita para ir longe em 2017.

- Primeiro eu parabenizei o Zé pelo trabalho espetacular. Você raramente vê uma equipe, estou falando que chegamos em uma final e tivemos que mudar o posicionamento de três jogadores. Então, respeito pela equipe e pela forma como jogar. Também sabíamos que poderia custar caro para eles, porque jogam com seis, sete jogadores, às vezes, dentro do campo ofensivo. Você não pode ficar com um ou dois jogadores só marcando, tem que ter sacrifício. Eu falei isso, parabenizei e disse da dificuldade que tivemos em estudar o Flamengo. Só seríamos fortes o bastante se mudássemos alguma coisinha, como mudamos. Com certeza, vai disputar a decisão do Carioca, vai disputar a Libertadores, chegar no Brasileiro em posições ou primeiro, segundo ou terceiro.

Abel destacou o papel de estudo prévio da comissão técnica sobre a forma de jogar do Flamengo como essencial para o Fluminense. O treinador disse que dados como onde o Rubro-Negro pega mais na bola foram úteis.

- É uma equipe muito forte. A vezes entra o Gabriel, o Berrío, o Damião ainda fora. É muito time. Time que tem um Guerrero e um Diego em momentos muito bem para ambos. Um jogador que não aparece para a torcida, mas é muito importante, o Everton. Minha preocupação maior era o lado esquerdo do Flamengo. Ele consegue criar um espaço por dentro dos volantes para dar uma queda entre os laterais e os centrais que é incrível. A entrada do Mancuello, depois a queda do Mancuello, a bola é dada no Guerrero, que faz a parede. Estudamos muito.

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Fonte: SporTV
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