Publicada em 26/02/2017, às 11:58

Análise: nem plano B de Abel funciona, e Fluminense tem pior atuação do ano

Madureira perde cinco chances de gol, e Tricolor segura empate para chegar à final da Taça Guanabara. Treinador admite má jornada e prevê postura diferente contra o Fla

Abel Braga não gostou da atuação do Fluminense (Foto: Nelson Perez / FluminenseFC)

Não foram apenas as cinco chances claras de gol que resumiram a superioridade do Madureira. Além de não conseguir evitar o bombardeio a Julio César, o Tricolor sequer teve força para equilibrar o confronto de sábado em Los Larios. Foi dominado durante os 90 minutos e só chegou à final da Taça Guanabara graças a erros de finalização do adversário, sorte de levar bola no travessão e defesa milagrosa Julio César. A jornada foi tão atípica que nem o plano B de Abel Braga funcionou para evitar a pior apresentação da temporada.

Méritos, claro, ao Madureira. Na pré-temporada, a equipe de PC Gusmão já havia dado trabalho em um jogo-treino: perdera de 2 a 1 nos minutos finais. Qual a tática usada? Foi a primeira vez em 2017 que o Flu encarou um oponente que se propôs a marcar adiantado. Assim, a intensa troca de passes, as triangulações e a movimentação do meio ficou comprometida. Wellington, Sornoza e Scarpa não funcionaram posicionados em linha. Douglas, o elemento surpresa, pouco avançou. Teve de guardar posição para ajudar Orejuela a controlar Luciano e Júlio César. Desta forma, as ações eram previsíveis. Nem os laterais conseguiram ajudar.

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- Quase nunca coloco o Plano B antes do jogo. Mas hoje coloquei, por causa do Luciano, jogador deles. Ele larga o lado e vai para o meio, para ter vantagem. Trouxe o Scarpa para dentro, com Junior, Douglas e Orejuela. Fizemos um quadrado. Passou a supremacia, mas a gente foi muito mal no jogo. O Madureira sempre foi superior. O nosso nível técnico foi muito abaixo - reconheceu Abelão.

Foi mesmo. Só analisar as estatísticas. Posse de bola, passes errados, finalizações... em todas, o Madureira foi melhor. O jogo buscando o pivô de Souza e as bolas cruzadas à área deram trabalho. Mesmo conhecendo, o Flu foi envolvido. E, após a saída de Scarpa, quem mais concluiu a gol, por exemplo, perdeu o pouco que tinha diferente. Sornoza e Wellington, com problemas físicos durante a semana, de acordo com o treinador, não puderam render o normal.

- A gente não fez um bom jogo, o time deles foi melhor. Foi a primeira vez que aconteceu, não era o momento de fazer uma partida abaixo justo em uma decisão. Mas a gente passou, não sofremos gol. A nossa campanha foi boa e foi ela que nos deu a chance de ir para a final - acrescentou o lateral-direito Lucas.





Verdade. O Tricolor manteve a segurança ofensiva - são seis jogos sem sofrer gol no estadual. Mesmo depois da expulsão de Douglas, a equipe teve forças para manter o resultado. Abel citou "alma" para definir a situação. Teve mais: se postou em duas linhas de quatro e impediu infiltrações. Marquinho entrou bem, conseguiu dar mobilidade ao meio. Richarlison, com velocidade, quase marcou no começo do segundo tempo. E Pierre, já na reta final da partida, ajudou na recomposição. Agora, claro, para ser campeão é preciso mais.

- O time deles é melhor. Joga há um ano junto, mesmo treinador, que faz ótimo trabalho. Agora, meu time não será o que foi hoje. Nem pensar. Vamos dentro - prometeu o comandante.

O Flu está de folga no domingo. A reapresentação será na segunda-feira. Na quarta, há o confronto com o Sinop-MT pela Copa do Brasil. O Fla-Flu está marcado para domingo.

Fonte: GloboEsporte.com
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