Ex-clube do volante e Federação Paraguaia de Futebol estão dificultando a liberação do jogador
Por Marcos Chaves
FUTNET
Após procurar a CBF e a FIFA, o Flamengo agora cogita contatar a Organização das Nações Unidas (ONU) para acelerar o processo de regularização do volante paraguaio Victor Cáceres. O empresário do jogador, Régis Marques, está no Paraguai desde a última semana aguardando a liberação da documentação do volante, mas o Libertad-PAR, ex-clube de Cáceres, e a Federação Paraguaia de Futebol estão dificultando ao máximo o processo.
“O Flamengo e eu estamos pensando em ir à ONU. É uma escravidão isso. É a adoção da escravatura. O jogador quer trabalhar, tem o direito de trabalhar e o que estão fazendo não existe. O Flamengo foi à Fifa, mas é um mês para liberar o passe. O Libertad complica a negociação, mas a Fifa não pune. Tenho um documento de liberação do Libertad, tenho declarações do presidente do clube liberando o Cáceres, mas a Federação Paraguaia não libera. O jogador já está liberado, não tem vínculo com o Libertad, mas há uma lei interna no Paraguai que estabelece que o clube tem de entregar um documento na Federação Paraguaia liberando o passe do atleta. Pela forma como o Cáceres saiu, o Libertad não quis liberar”, explicou Marques.
O contrato de Cáceres com o Libertad se encerrou no último dia 30 de junho. Durante as negociações, o próprio volante ofereceu uma quantia de R$ 1,6 milhão ao clube para que fosse liberado antes do término de seu contrato, mas os dirigentes recusaram.
“O Libertad tinha três dias para dar uma explicação pelo fato de não mandar a transferência do Cáceres. O prazo venceu às 17h desta terça-feira, e eles entregaram depois das 17h. A Federação Paraguaia aceitou, simplesmente acatou. O Libertad pediu mais dez dias para dar uma justificativa só para ganhar tempo. A lei do futebol paraguaio vai na contramão do futebol da Fifa. Mas a Fifa não faz nada. A sede da Confederação Sul-Americana está aqui, a Fifa é conivente. O prazo máximo para a Fifa resolver é um mês. Estamos tentando adiantar esse prazo. Um mês a partir de quando foi pedida a transferência. Isso foi feito na quarta-feira passada, dia 18. Fico aqui (em Assunção) até resolver ou até ser morto”, decretou Marques.