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O universo da arbitragem - Por Valter Ferreira Mariano
Valter Ferreira Mariano, 40 anos, residente na cidade de Campinas/SP. Árbitro Assistente da Federação Paulista de Futebol, escreve sobre a dinâmica de arbitrar uma partida, seus conceitos e ética, suas leis e principalmente do espírito deste esporte chamado futebol.
Publicada em 08/10/2012
A sociedade futebolística tem que se adaptar aos novos tempos da tecnologia, e vê os cidadãos do universo da arbitragem de futebol como seres humanos e pela sua natureza são passíveis ao erro.

Hoje se discute de forma leviana as atuações dos árbitros (regra 05) e dos árbitros assistentes (regra 06) os popularmente bandeirinhas, colocando em evidência erros cometidos ou decisões interpretadas de forma diferente. Erros registrados pelos olhos frios das câmeras de televisão. Erros sentenciado pelo “tira-teima”. Erro de centímetros, o pé do jogador, dando ou não a condição ao atacante em situação de fora de jogo (impedimento - regra 11). O árbitro assistente visto por esta parafernália eletrônica cometeu um erro capital, porém, se visto pelo olho humano, seria um erro?

Esta forma equivocada de observar uma partida de futebol, expondo a arbitragem como vilã, tirando toda a responsabilidade dos dirigentes, dos jogadores e treinadores, que na primeira divisão são contratados a peso de ouro com salários milionários, é algo injusto, é desumano!

Este conceito de responsabilizar a arbitragem pelo péssimo desempenho dos jogadores dentro do solo sagrado (campo de jogo – regra 01) vem progressivamente ganhando na mídia uma permuta cada vez maior do espaço, dando a entender que a arbitragem é realmente a causadora dos maus resultados.

A decorrência disso é a marginalização do árbitro e dos assistentes. Não duvidem que uma boa arbitragem seja tratada como mero caso à parte.
Publicada em 01/10/2012
Falar de futebol e não difamar a arbitragem é o mesmo que ir a Roma e não ver o Papa. A arbitragem é o tópico mais apurado quando o assunto é futebol. Infelizmente, sempre visto como o causador da derrota deste ou daquele time.

Jogadores (regra 03), dirigentes, torcedores e principalmente jornalistas esportivos não querem olhar o árbitro (regra 05) e seus assistentes (regra 06) como seres humanos que, durante uma partida de futebol, não conseguem ver tudo o que acontece no solo sagrado (campo de jogo - regra 01) para sempre tomarem decisões corretas. Onde há um ser humano certamente haverá erro.

Quando um jogador erra um pênalti (regra 14), é criticado imediatamente pelo torcedor. Este mesmo torcedor logo esquece que seu time desperdiçou grande oportunidade de gol (regra 10). Agora, quando a arbitragem deixa de marcar um pênalti que na opinião deste torcedor foi cometido, a arbitragem passa a ser a principal causa da derrota do time.

Os cartolas (dirigentes, na linguagem futebolística) gastam até o que não podem para montar seus elencos e vê a arbitragem como seu maior adversário. Sempre que derrotados logo comentam que o árbitro deixou de marcar uma penalidade máxima ou inventou uma, contra sua equipe. Consideram a arbitragem prejuízo financeiro (taxa de arbitragem) e de resultado (em caso de derrota). Esta opinião é exposta naturalmente nas entrevistas após jogo e no decorrer de toda semana que antecede a partida seguinte.

Treinadores e jogadores são outros que sempre se utilizam da arbitragem como bode expiatório para explicarem seus fracassos. Nunca a derrota veio por causa de uma escalação equivocada ou de um gol desperdiçado pelo atacante contratado a peso de ouro, um gol desperdiçado que vale a frase “até minha cozinheira faria este!”.

Os jornalistas esportivos são indiretamente o combustível para a criação dos bodes expiatórios. São eles que através dos olhos frios das câmeras de televisão apontam os erros da arbitragem, erros humanos! Equivocadamente, a maioria dos jornalistas esportivos não tem o conhecimento apurado da Carta Magna do Futebol (livro de Regras). Pergunto: como alguém pode opinar sobre um assunto em que é leigo?
Publicada em 26/07/2012
Para realizar as tarefas da nobre função o árbitro (regra 05) tem que abrir mão de muitas coisas que por aventura possa gostar, uma delas é o tradicional churrasco de fim de semana com a família e ou com aos amigos.

Para ter um bom desempenho dentro do solo sagrado (campo de futebol – regra 01), existe certa interdependência entre uma alimentação balanceada e sua atividade física que irá exercer durante a partida.

Esta alimentação deve ser feita sempre que possível seguindo uma orientação de um nutricionista, entretanto podemos dizer a que esta alimentação deve ocorre antes e depois da partida.

Ressaltamos a importância de não ir para jogo em estado de jejum, pois durante seu desempenho irá consumir muito carboidratos e na ausência deste seu corpo irá se utilizar de outra fonte de energia, por exemplo, as proteínas e este processo natural irá comprometer sua condição física de realizar a partida.

Para que o processo de alimentação seja completo procure fazer suas refeições (cinco por dia) diárias nos horários corretos, não exagerando, seu corpo depende destes alimentos, sua ausência poderá provocar fraqueza e indisposição, seu raciocínio será também afetado, sua visão do lance será desfocada e será vista sempre de longe, sua atuação estará condenada ao fracasso prejudicando o bom andamento da partida.

Também deve tomar cuidado para não ir pro jogo desidratado, os especialista indicam sempre que antes da atividade física deve-se ingerir bastante liquido independente de sentir ou não sede.

Como já dissemos acima é importante sempre seguir a orientação de um nutricionista que irá orientá-lo quanto a uma alimentação saudável que irá garantir seus objetivos sem prejudicar suas funções corporais e nem a nobre função.
Publicada em 11/07/2012
A imagem do árbitro de futebol (regra 05) passa pela sua aparência, um corte de cabelo simples que não chame atenção, uma barba bem feita, um conjunto de roupa social, um sapato bem engraxado, uniforme bem arrumado e equipamentos limpos e bem cuidados, lembramos o árbitro sempre será o foco central antes, durante e depois da partida e por isso deve está bem apresentado.

Ao chegar ao estádio ou campo de futebol se apresente aos dirigentes de forma cordial, inicie bem o encontro com um aperto de mão seguro e firme, não exagerem na força, não é recomendadas tapinhas nas costas e nem abraços, isso pode demostrar certa afinidade por este ou aquele dirigente, isso não é bom para imagem do árbitro.

Um sorriso reflete sua felicidade por esta neste jogo, o sorriso em si demostra o seu contentamento em ser o árbitro da partida e a felicidade trás bons fluidos e tira à ansiedade e a preocupação de mostrar que a escolha de seu nome foi acertada, porem não passe tempo todo sorrindo, esta atitude pode ser mal compreendida trazendo certo desconforto na relação com os jogadores durante a partida.

Sempre tenha uma boa dicção, fale sempre com um tom de voz onde todos possam compreender, não utilize de palavras ofensivas ou debochastes isso pode ser tornar uma arma contra sua arbitragem e trazendo problemas no relacionamento com os jogadores e seus treinadores.

Ouvir antes de falar é sinal de educação e humildade, mostra sua capacidade de ingerir uma possível critica durante a partida, mostra que não é uma pessoa afobada. Seja sempre uma pessoa gentil e educada principalmente com seus companheiros de trabalho, sempre utilize de frases simples que possam trazer harmonia ao local de trabalho, um simples bom dia, por favor, com licença e obrigado, são palavras que traduz sua maneira de não ser achar que superior e sim uma pessoa amiga, disposto a dividir seu status de comandante com os demais companheiros.
Publicada em 26/06/2012
Para se obtiver sucesso dentro do universo da arbitragem de futebol não importa a formação acadêmica do árbitro e nem sua vasta experiência dentro do solo sagrado (campo de jogo – regra 01), o que realmente vai fazer a diferencia será sua dedicação a nobre arte de apitar.

Uma analise pessoal de seu desempenho a cada jogo pode fornecer dados importantes para rever alguns conceito e postura que estão inibindo sua caminhada dentro da nobre função, assim pode a si mesmo corrigir, dando passos seguros rumo ao sucesso.

Sua dedicação será o retrato de sua imagem dentro do solo sagrado, terá que abrir mão de uma vida social noturna, daquelas cervejas de fim de semana, não terá ao logo da carreira direito de esta sempre com sua família aos domingos, pois sua dedicação terá que ser extrema e incansável, as horas dedicadas não será de valia se elas não forem eficientes e bem aproveitadas.

Focar e trançar seus objetivos são maneiras de seguir rumo ao sucesso, estes objetivos não pode em nenhum momento ser confundido com sonhos, objetivos são reais, são tangíveis, tem forma clara e são planejados, pode ser perfeitamente alcançados e realizados.

Certo de seus objetivos cabe ao árbitro demostrar sua dedicação a nobre função, será ela que vai mostrar o caminho rumo ao sucesso dentro do universo da arbitragem de futebol.
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