Tricolor & cia - Por Guilherme Bastos
Sou um Economista, mestrando em Administração, que gosto muito de escrever, adoro esportes, louco por futebol e fanático pelo Fluminense.
Publicada em 31/08/2010
O dia em que o colunista encontrou a Flumineiros
Tricolores do mundo,
Empatar com os bambis não pode ser considerado mal resultado já há uns 10 ou 15 anos. E não importa em que estádio o jogo se realiza. Também não importa se estão em crise. Trata-se de um dos clubes (se não O clube) mais organizados do país, tem elenco, tem comissão técnica. Certo, não tem técnico (até os mulambos conseguiram trocar de técnico, porque eles não conseguem contratar um?), mas mesmo assim continuam tendo um bom time. Mas o que dói no coração tricolor são as condições em que este empate aconteceu. Dominamos o segundo tempo e tivemos algumas chances de vencer a partida. Não vou criticar a decisão de quem bate o pênalti pois acho que são muitas as condicionantes envolvidas e Wash é um dos batedores oficiais do time. Mas não consigo esquecer o chute bisonho dado por Rodriguinho em raríssima saída de bola errada de Rogerio Ceni. Parto do princípio que um atacante por profissão não pode errar um chute do jeito que ele errou. Ficou claro que se temos realmente um bom elenco, ainda falta alguém que substitua Emerson.
Mas gostaria de convidá-lo, prezado leitor, a retornar alguns dias no tempo ao meu lado. Era quarta-feira, dia do jogo entre Goiás x Fluminense. Como já fazem quase 5 meses que passo meus dias úteis longe de minha cidade natal, já não agüentava mais assistir aos jogos de meio de semana sozinho no quarto de hotel. Não era possível que os tricolores mineiros não se organizassem de alguma forma para ver o jogo tal qual fazem a SampaFlu, a FluAxé e tantos outros grupos de torcedores espalhados pelo Brasil.
Pela terceira vez postei um pedido de socorro na minha comunidade tricolor preferida do Orkut perguntando se isso existia em BH. Para minha surpresa e felicidade, dessa vez recebi uma resposta positiva de dois companheiros, me indicando o bar “Ciranda Tricolor”, também conhecido por “Cirandas Bar”. O endereço era relativamente perto de meu escritório (em BH é relativo mesmo porque sempre tem alguma grande ladeira a ser enfrentada!) e fui à pé. Graças a Deus, a ladeira existia mas era descida! Chegando lá, logo na entrada do bar, uma bandeira tricolor d’A Maquina dá o tom de santuário ao local. Bar em típica casa de BH, com varanda e sala ocupadas pelas mesinhas e cadeiras de ferro. Nos fundos, onde provavelmente já existiu um quintal - hoje está devidamente pavimentado e coberto - encontro bandeiras tricolores espalhadas pelas paredes e um telão já sintonizado no pré-jogo. Alguns tricolores já estavam em seus lugares, dei boa noite e saudações tricolores para todos e me sentei na segunda fila de mesas e cadeiras. Afinal, não gostaria que usassem a frase do peixe Romário para mim...
Conforme se aproximava a hora do jogo, mais tricolores chegavam. Muitos com suas camisas oficiais, alguns com camisas de torcidas organizadas e poucos, como eu, sem nenhuma manifestação pública de seu amor futebolístico. Quando o juiz apitou o inicio da partida, éramos cerca de 40 tricolores sentados em formato de arena, com olhos, ouvidos e corações sintonizados na transmissão. Vibramos, xingamos e, principalmente, cantamos juntos como se estivéssemos no Serra Dourada. Ou melhor, como se estivéssemos no Maracanã.
Ao final do jogo, depois de uma vitória importantíssima e definitiva, as caras de estranheza que tinha visto em minha chegada já tinham se transformado em caras amistosas e de pura felicidade. Fui me apresentando a alguns (que me pareceram serem mais freqüentes no local) e em menos de quinze minutos já tinha percebido que, enfim, encontrara meu lugar em BH. Muitos cariocas radicados em BH se misturam a mineiros genuínos, todos unidos por um amor tricolor difícil de se explicar mas fácil de identificar. Pessoas que falam com a maior tranqüilidade sobre pegar vans para irem juntas ao Maracanã ver os jogos e voltar no mesmo dia. Não importa o esforço. Importa a paixão.
Na semana que explodiu a bomba do fechamento antecipado do Maracanã (mais uma história mal contada do “Il capo” da CBF) tenho a certeza que, onde quer que o Flu jogue, um pedacinho do Maraca estará preservado aqui em BH. Para mim, todos os jogos de meio de semana serão no Maracanã. Graças aos Flumineiros.
E que venha o Palmeiras.
Em tempo: quem diria no inicio do ano passado que hoje estaríamos chorando a suspensão de Mariano? Eu previ isso...
Saudações Tricolores
Publicada em 25/08/2010
Também podemos chamar de tabu, de estatística, de nhaca...
Tricolores do mundo,
Em uma noite de gala no Maraca, onde torcidas e times colocaram o máximo de empenho o campo e na arquibancada, Flu e bacalhaus terminaram empatados e jogo de quatro gols. O líder do campeonato não conseguiu repetir a qualidade das duas ultimas atuações. Alguns jogadores que vinham fazendo a diferença, tais como Washington e Emerson, não mantiveram a regularidade. Enquanto o primeiro voltou a seus dias de “poste” ou “cone”, o segundo estava em noite pouquíssima inspirada. Some-se a isso a dedicação à marcação com a qual equipe adversária se apresentou e temos o cenário perfeito para o resultado.
Por outro lado, a belíssima atuação de Carlos Alberto, cérebro do meio-campo da colina e formado no tricolor. CA é um desses exemplos de jogadores com quase todas as características para serem lideres e ídolos, mas que pecam no detalhe: a inteligência emocional. Se CA conseguisse jogar 70% das partidas que seu time disputa e, em metade delas com a qualidade apresentada neste domingo, fatalmente estaria na Seleção Brasileira e tendo seu passe disputado pelos times de ponta europeus. Pena que ele guarde isso para poucos momentos.
Cabe ressaltar a beleza das duas torcidas. O Maraca sempre foi palco de duelos de torcidas belíssimos. Mas este movimento ganhou força e organização a partir dos “movimentos populares” (caso da Legião Tricolor, Urubuzada e Almirantes) que transformaram em ação a insatisfação que se espalhava pelos torcedores comuns com o comportamento e atitude das torcidas organizadas. Estas reagiram inicialmente de forma reativa mas, com o tempo, entenderam o “espírito da coisa” e hoje são protagonistas de festas fantásticas (pelo menos esta é minha leitura das torcidas do Flu). E mais: defendo que nossa torcida criou um novo paradigma para as torcidas cariocas. A torcida bacalhau ontem se viu forçada a se organizar e preparar algum diferencial pois senão passaria por vergonha nas arquibancadas. E assim a festa ficou ainda mais bonita.
Agora, imaginem a emoção de Deco ao fazer seu primeiro jogo com o manto sagrado tricolor, mesmo que por 15 minutos apenas, ao meio de uma festa como essa? Toda sua vitoriosa carreira foi coroada por esse momento. Pisar no gramado do Maracanã, templo máximo do futebol mundial e onde nunca tinha jogado profissionalmente, com uma torcida maravilhosa de seu lado e outra em mesma dimensão rivalizando a cada grito de guerra. Quando Sir Muricy Ferguson chamou alguém para substituir o machucado Diguinho, dois jogadores pensaram serem eles as opções do técnico antes de Deco perceber que era ele mesmo quem ia entrar. Decepção para os outros companheiros, que também estavam loucos por participar da festa.
Nossos próximos dois duelos, contra o Goiás fora e bambis no Maraca, são extremamente perigosos, pois ambos os adversários estão passando por grandes crises e jogarão bastante pressionados. Se formos inteligentes e comprometidos, poderemos trazer de quatro a seis pontos dos dois jogos.
Em tempo: em conversa com PC Caju antes do jogo de domingo, discutimos sobre os motivos para Conca não ser convocado para a seleção argentina. Ele me chamou a atenção para um fator que ele considera fundamental para o sucesso de um jogador para a posição: gols. Ainda segundo ele, faltaria uma certa ambição ao argentino no que tange ser decisivo numa partida. Some-se a isso o sucesso apenas recente alcançado por ele (que não conseguiu se firmar no futebol argentino) e teríamos a composição de motivos para sua não convocação. Para pensar...
Saudações Tricolores
Publicada em 17/08/2010
Palavras fundamentais em um time iluminado
Tricolores do mundo,
Mais uma tarde esplendorosa de domingo no Maracanã. A torcida deu seu espetáculo, colocando quase 60mil pessoas e incentivando o time durante todo o jogo. Aliás, mais uma vez demos lição de como se monta um belo mosaico em estádios de futebol. Justa lembrança dos dois títulos nacionais (70 e 84) no momento em que todos acreditamos que o tricampeonato realmente é possível. Com todo este entusiasmo da torcida aditivado pela apresentação oficial de Deco, só restava aos jogadores ligarem suas respectivas tomadas no gerador 380V do Muricy. A vitória inconteste sacramentou a melhor campanha de um time na história dos campeonatos brasileiros de pontos corridos.
Mas não nos deixemos enganar. O entusiasmo é bom e importante mas ainda faltam muitos jogos. Manter a concentração e o ritmo até o fim do ano é tarefa muito difícil. O primeiro desafio de Muricy é encontrar uma vaga para o Deco nesse time sem perder a eficiência hoje alcançada, com equilíbrio entre defesa, meio campo e ataque. Este equilíbrio é muito recente, basta analisarmos a partida ruim feita contra a cachorrada há menos de um mês. Portanto, oscilações serão normais e não devemos culpar a entrada do Deco no time em caso de uma má atuação. Deco precisa se ambientar ao futebol tupiniquim e só conseguirá isso jogando. Paciência será fundamental.
Outro problema de nosso Sir Muricy Ferguson é o retorno de Fred. Sem duvida, é mais jogador do que o Coração Valente. Mas não podemos negar a dedicação e eficiência deste. Mas só de imaginar Conca e Deco servindo bolas e mais bolas para Mariano, Carlinhos e Emerson e estes deixando Fred na cara do gol, fazendo o que ele sabe fazer de melhor (gol), já deixa meu nível de expectativa nas alturas.
Não importa se o time colorado só tinha 3 ou 4 possíveis titulares. Não deixamos o time deles jogar (exceto nos primeiros 15 minutos de jogo) e vencemos com autoridade e atitude um time que fatalmente estará disputando vaga na Libertadores no fim do campeonato.
No próximo domingo, enfrentaremos os bacalhaus no último clássico deste primeiro turno. O time deles contratou bem e vem crescendo de produção. Nem de longe o jogo será parecido com o deste domingo passado. Muito mais nervoso e com duas torcidas presentes, disputando grito a grito a supremacia nas arquibancadas e no campo. Não sei se começaria o jogo com o Deco, talvez deixasse ele no banco para entrar ao longo do segundo tempo. Mas vamos jogar para vencer e estabelecer um novo recorde em pontos corridos.
Em tempo: Considero sete os times candidatos às quatro vagas na Libertadores: Flu, Corinthians, Cruzeiro, Inter e, na recuperação, Palmeiras, Atlético – MG e Botafogo (este ultimo com o pior elenco – e não o time titular – entre os sete). E vocês?
Em tempo 2: Muricy declarou que se “tivesse continuado técnico da seleção” teria convocado Fred e Mariano. Tenho minhas duvidas se conseguiria isso. Afinal, na primeira convocação do Mano, ficou nítida a influência de dois grandes empresários do futebol. Qual será o grau de liberdade do técnico para convocar alguém nesse período de jogos de pouca importância?
Saudações Tricolores
flufanatico@globo.com
Publicada em 10/08/2010
Um dia dos pais inesquecível!
Tricolores do mundo,
A novela terminou no sábado. Enfim, Deco seria apresentado oficialmente como jogador do Flu na segunda-feira seguinte. A novela desta contratação foi tão ou mais longa quanto a da contratação de Fred. E naquela época eu já dizia que essas contratações são muito complicadas porque o Flu não tem dinheiro para dar para o clube do jogador, ou seja, depende do clube entender e concordar com a vontade do jogador e liberá-lo sem cobrar a multa rescisória. E estamos falando de multas realmente significativas! Quantos de nós não botamos a “boca no trombone” quando perdemos Arouca, Junior César e Washington “de graça” para os bambis? Portanto, sabemos o quanto é doloroso para um clube deixar um jogador desse quilate, com uma vultosa multa prevista em contrato, sair por sair. Na verdade, o argumento maior é o salário do jogador, que deixa de ser despesa para o clube. Mas, convenhamos, não é fácil.
Deco é bom jogador. Diria mais: muito bom jogador. E, em princípio, me parece ter muito bom caráter também. Seus 32 anos ainda não o fazem um “jogador velho” como muitos dizem por ai. Ele tem muita lenha para queimar e, tenho certeza, será o melhor “garçom” do futebol brasileiro. Um meio de campo com ele e Conca tem qualidade técnica incomparável no futebol tupiniquim. Apesar de ajudar bastante no combate, Deco não é grande marcador, o que vai expor mais nosso sistema defensivo. Mas Muricy Ramalho (ou Sir Muricy Fergusson, como alguns torcedores já o estão chamando) irá encontrar o melhor arranjo para esta combinação.
A nota triste da semana fica por conta da saída de Alan, que decidiu ir para um time austríaco. Fico com o comentário de nosso técnico que disse que “as decisões visam satisfazer os interesses de alguns envolvidos e não os interesses do jogador”. Alan é bom garoto e bom atacante. Teve oportunidades mas não conseguiu se firmar como titular. Estava amadurecendo e vai estourar a qualquer momento. Torço para que a experiência na Áustria seja o fator decisivo para este amadurecimento. Mas não acredito que isso aconteça em um futebol tão pequeno quanto o austríaco. Lá ele será titular, sem duvida. Mas em terra de cego...
Deco chega a um time líder do campeonato mais disputado do mundo e com uma campanha realmente impressionante. A vitória sobre o desfalcado Grêmio dentro de seu estádio e jogando quase que o segundo tempo inteiro com um jogador a menos (o juiz errou muito na expulsão de Fernando Bob) foi uma demonstração muito grande de organização e maturidade do time. Claro, alguns vão achar que recuamos muito, que tomamos pressão desnecessariamente etc. Mas minha opinião é que fizemos o que tinha que ser feito e erramos muito pouco ao longo do jogo. Nossa saída de bola cresceu com Bob e Diguinho e Emerson Sheik vem se firmando no ataque a cada jogo. Time para ficar no G4 até o final do torneio. O campeonato é longo e difícil. Não podemos ficar desatentos ou permitir erros bobos.
Erros como o de entrar no jogo torpe e sujo de alguns jornalistas mal-intencionados, que detém muito espaço na mídia oficial do Brasil (leia Organizações Globo) e que fazem questão de procurar chifre em cabeça de porco só para desestabilizar o Flu. Publicar uma foto do Fred cercado de mulheres bonitas e supor que ele estava “na night” ao invés de estar cuidando de sua contusão é pura maledicência. Quem disse que o cara não pode sair de casa só porque está contundido? A foto mostra ele bebendo ou já bêbado? Aliás, essas fotos em nada se parecem com outras, de outros jogadores que andaram pelo lado negro da força, que apareciam caídos bêbados em cima de mesas de botequim ou cercados de marginais e armas em bailes funk. Porque estes jornalistas estão tão preocupados com o Fred e nada preocupados com os processos criminais que estes jogadores respondem? Ah, os interesses da mídia...
Domingo tem jogo importantíssimo no Maraca. Pegaremos um Inter cansado e, provavelmente, com alguns reservas em campo (por conta do jogo pela Libertadores nesta quarta-feira). A concentração no jogo precisa ser máxima para conseguirmos os 3 pontos e manter a liderança. Obviamente não conseguiremos manter o aproveitamento atual por todo o campeonato. Alguma oscilação acontecerá. Mas essa ainda não é a hora de oscilarmos. É vencer ou vencer.
Em tempo: Julio Bueno deu uma entrevista para o Jornal dos Economistas no mês de junho tratando da situação econômico-financeira dos clubes brasileiros e propondo algumas soluções. No mesmo número, o presidente do Palmeiras – Luis Gonzaga Beluzzo – também discorre sobre algumas mudanças estruturais absolutamente necessárias. Quem gosta de levar futebol a sério, vale a pena a leitura (http://www.corecon-rj.org.br/pdf/JE_junho_2010.pdf).
Em tempo 2: não estou fazendo campanha para o JB, apenas divulgando o texto. Até que me provem o contrário, Peter Siemsen é o melhor candidato (em minha modesta opinião).
Saudações Tricolores
flufanatico@globo.com
Publicada em 03/08/2010
A vida realmente é uma caixinha de surpresas...
Tricolores do mundo,
Nos últimos anos, um dos assuntos mais freqüentes nas discussões mais sérias sobre futebol é a importância da chamada “estrutura” para que um clube tenha resultados realmente profissionais. Dez em cada dez jornalistas esportivos cravam o Tricolor Paulista como o clube benchmark em matéria de estrutura e organização no futebol tupiniquim. Os títulos conquistados nos últimos anos são as evidências que comprovam esta relação estrutura – resultados.
Pois bem, depois de um ano de 2008 absolutamente intenso no Flu, quando chegou à final da Libertadores e lutou para não ser rebaixado no Brasileirão, mas mesmo assim foi o artilheiro do campeonato, Washington, o Coração Valente, foi seduzido por esta estrutura, recusou uma proposta financeira talvez até melhor feita pelo Flu e trocou o laranjal pelo oásis futibolístico paulistano.
Dezoito meses se passaram e Xitão decide por voltar ao Flu. Foi artilheiro em Sampa, teve todas as condições para desempenhar seu melhor futebol, saiu do clube como artilheiro do time na temporada e na Libertadores. Mas não foi feliz. Segundo ele mesmo, veio reencontrar a felicidade no Flu, time e torcida que sempre o receberam de braços e corações abertos.
Clubes são como empresas: as pessoas se adaptam ou não à suas culturas, a seus estilos. Mas clubes se diferenciam de empresas em um grande e determinante fator: as torcidas. Estas, mais do que refletir, superdimensionam a história e a cultura de seu clube, transformando em paixão superlativa características subjetivas. Jogadores, por mais profissionais que sejam, percebem essas diferenças. Claro, óbvio, evidente que este carinho pelo clube de nada adianta se não tiver um patrocinador forte garantindo seu polpudo salário no fim do mês. Mas, dada uma equivalência econômico-financeira, ai sim a identificação tem peso. E Muricy está começando a entender isso que Xitão sofreu para entender. Fred e Conca manifestam esta identificação seguidamente. E pelos mesmos motivos (mas não pelas mesmas características) Adriano e Vagner Love manifestavam essa identificação com o lado negro da Força.
Que seja bem vindo, Coração Valente! Seu retorno ao Flu, numa bela vitória sobre um time (que já foi o seu time) médio, que insiste em tentar criar uma rivalidade com nosso clube somente para tentar se promover, foi muito bem vinda. Mas tenha em mente que o titular é o Fred e que você vem para somar. Por favor, não desestabilize o grupo! Precisamos de toda a ajuda do mundo para terminarmos, pelo menos, no G4 desse campeonato brasileiro.
Assisti ao jogo no Maraca ao lado de PC Caju. No intervalo, depois de um primeiro tempo onde não jogamos bem, comentei com ele que estávamos sem meio de campo. E ele me respondeu: “Mas entrar com três zagueiros e três volantes é dose!”. Concordei com ele de cara, pensando “Falta um cara como você ao lado do Conca”. Muricy volta para o segundo tempo com F. Silva (sim, foi este o nome que apareceu no placar eletrônico – até descobrir que era o Fernando Bob demorou!) no lugar do ainda inseguro Belleti. Pensei cá com meus botões: “trocou seis por meia dúzia.” Qual nada! O garoto apareceu muito mais para sair com a bola do que seu antecessor e acertou nossa meiuca.
Em tempo: acabou o faz-de-conta! Em excelente dica do meu amigo Beto Meyer, texto publicado em 2007 no site da FIFA termina com qualquer dúvida sobre títulos interclubes mundiais. Diz o texto: “With respect to the history of the FIFA Club World Cup and intercontinental club competitions in years gone by, such as the Copa Rio in the 1950s, the FIFA Executive Committee endorsed the view that the first edition of this competition was held in 2000 in Brazil where Corinthians became the very first FIFA club world champions. Other tournaments are not considered official FIFA events.” (http://www.fifa.com/aboutfifa/federation/releases/newsid=660747.html). Ou seja, se Santos, Flamengo e Grêmio são campeões mundiais para a mídia, Fluminense e Palmeiras também são. Ou então ninguém é.
Em tempo 2: lembram do que falei do “capo” RT na coluna passada? Pois vale a pena ler a coluna de Carlos Eduardo Moura (http://trivela.uol.com.br/Futebol.aspx?secao=157&id=22007) que trata do assunto pelo aspecto jurídico. Outra boa dica do Beto Meyer.
Em tempo 3: Edu Rocha é famoso nas comunidades tricolores do Orkut por seus espetaculares vídeos sobre o Flu. Mas dessa vez ele foi longe (ou fundo) demais! Vejam o vídeo em http://www.youtube.com/watch?v=MuGlgnpXlaA&feature=player_embedded#!.
Saudações Tricolores