Papo Firme - Por André Rocha
André Rocha é carioca e estudante de Jornalismo. É dono do blog Futebol & Arte, colaborador assíduo do Blog de Mauro Beting, assina as colunas "Olho Tático" no site "Papo de Bola", e "Futebol Brasileiro" no site português "Jogo de Área". Também comentou algumas partidas pela TV Esporte Interativo em 2007.
Publicada em 21/03/2010
Entre as principais equipes do país, apenas o Santos empolga nesse início de 2010. O calendário, que não permite um período ao menos aceitável de treinamentos, pode ser considerado o grande culpado por tantas oscilações, mas a verdade é que tem faltado regularidade, consistência e, principalmente, qualidade aos times.

Em Rio e São Paulo, maiores centros do país – por mais que isso desagrade mineiros e sulistas, que denominam os dois estados como “Eixo do Mal” -, dois destaques negativos saltam aos olhos e preocupam suas enormes torcidas.

O Palmeiras, que parecia se acertar com Antonio Carlos Zago e vinha de três vitórias consecutivas, resgatou a inconstância que atormenta desde o ano passado e, apesar do domínio na maior parte do jogo no Palestra Itália que fizeram de Eduardo Martini o melhor em campo ao lado do ótimo meia Tinga, permitiu que a Ponte Preta de Sergio Guedes achasse os gols de Diego e Finazzi nos últimos quinze minutos, ainda perdesse um pênalti nos acréscimos com o próprio Finazzi e complicasse de vez a vida do alviverde na luta pela vaga nas semifinais do Paulistão.

A pressão por resultados e a instabilidade emocional de torcida, dirigentes e jogadores depois da enorme decepção no ano passado não permitem que o treinador tenha a paz necessária para trabalhar o elenco com reforços que certamente darão qualidade a um time que ainda depende demais de Cleiton Xavier e Diego Souza, além de não conseguir uma consistência defensiva aceitável.

Se os outros três grandes vencerem no domingo, o Palmeiras ficará a sete pontos do G-4 faltando quatro rodadas, ainda tendo que brigar com Portuguesa, Botafogo e Ponte Preta. Missão quase impossível que sugere a necessidade de concentrar esforços na Copa do Brasil e, principalmente, na montagem de uma formação mais competitiva - com Vítor, contratado ao Goiás, além de Ewerthon, Lincoln e outros nomes que podem chegar - já pensando no Brasileirão que começa em maio.

Mais que isso, será tempo para afinar discursos e tentar acalmar os ânimos no sempre turbulento e passional cenário político do clube que se sente à deriva pelos tantos conflitos de interesses que minam as forças até de quem já conhece o ambiente.

No Rio, o Vasco não se encontra em situação tão desesperadora no Estadual. A classificação para as semifinais da Taça Rio ao lado do Botafogo no Grupo B é bem provável e o time cruzmaltino ainda tem o clássico com o Fluminense para se reabilitar.

Porém, o “divórcio” com a torcida que nem no inferno da Série B negou apoio abalou demais os jogadores após o inesperado revés na final da Taça Guanabara. Mesmo com o bom futebol apresentado na injusta derrota para o Flamengo por 1 a 0, a equipe de Vagner Mancini sente demais a ausência de Carlos Alberto e as falhas na montagem do elenco que começam a ficar mais expostas na crise que também é técnica.

O treinador que aprecia o 4-2-3-1 com time solto e zaga avançada recorre a um 3-4-1-2 mais conservador porque não confia em seus lentos zagueiros e nos laterais que são inconstantes na marcação e no apoio. Nem mesmo a efetivação do ótimo volante Rafael Carioca estabilizou o meio-campo que se esforça no combate, mas cria pouco.

Só o enorme talento precoce de Philippe Coutinho parece insuficiente para compensar tantas deficiências, inclusive a fase medonha de Dodô. Na derrota por 1 a 0 para o Olaria no Estádio Raulino de Oliveira, o Vasco novamente foi guerreiro e ofensivo, mas faltou “punch” na frente e a retaguarda penou contra o rápido Aleílson e o oportunista Cacá, que marcou dois gols legais para valer um. As vaias do pequeno público atrapalharam ainda mais um time que parece dilacerado psicologicamente.

Os gigantes de oito títulos brasileiros, duas Libertadores e tantas outras conquistas não conseguem sair da depressão em que se enfiaram e já preocupam seus apaixonados e exigentes torcedores para o resto da temporada. Num trimestre de pouco brilho, ser o menos virtuoso, de fato, é para baixar a guarda e a cabeça.
Publicada em 13/03/2010
Afirmar que os cinco times brasileiros que disputam a Libertadores têm condições de brigar pelo título não é nenhum exagero. Os pesos das camisas e a qualidade dos times justificam e dão o devido respaldo à análise.

Dizer que as ausências de Boca Juniors, River Plate e LDU são positivas também não parece absurdo. Afinal, o time equatoriano venceu a edição de 2008, ganhou a Copa e a Recopa Sul-Americana no ano passado e é um adversário complicadíssimo em seus domínios. Quanto aos gigantes argentinos, ainda que o momento seja terrível para ambos, é sempre melhor não enfrentá-los, pelo risco de engrenarem ao longo da competição e a tradição fazer a diferença no final.

O equívoco maior desta análise “otimista” é desconsiderar os concorrentes de 2010, como se o Estudiantes não ostentasse o título conquistado com vitória sobre o Cruzeiro no Mineirão, o Vélez Sarsfield não tivesse potencial de crescimento e o surgimento de nova surpresa fosse uma impossibilidade. Não é por aí...

No entanto, é curioso observar que os teoricamente favoritos São Paulo, Cruzeiro, Flamengo, Internacional e Corinthians têm demonstrado um respeito excessivo aos oponentes, especialmente fora de casa, mesmo quando não se percebe tanta qualidade assim do outro lado.

O Inter de Jorge Fossati é o que se mostrou mais cauteloso até agora. Pior do que não abrir mão de três zagueiros de ofício e dois volantes durante os 180 minutos contra Emelec e Deportivo Quito foi só atacar com alguma ousadia depois de ficar em desvantagem nos dois jogos. Nem mesmo a altitude serve como desculpa para um esquema tão engessado e defensivo no empate em 1 a 1 no Equador que fez do goleiro Pato Abbondanzieri o melhor em campo e foi comemorado pelo dirigente Fernando Carvalho.

Até o sempre destemido Cruzeiro foi tímido diante do modesto Deportivo Itália na Venezuela. Mesmo com mais uma expulsão de Kléber e o ar rarefeito em Caracas, era possível ser mais contundente contra um adversário bem inferior tecnicamente no empate em 2 a 2. O ainda hesitante Corinthians foi outro a priorizar a marcação com o raciocínio de que um empate no campo adversário sempre é bom resultado. A consequência: 1 a 1 contra o Independiente Medellín em Bogotá.

O São Paulo, que se retraiu e levou a virada do Once Caldas na rodada anterior, também apostou no contragolpe para superar o fraquíssimo Nacional do Paraguai. Os dois gols de Washington definiram um confronto mais parelho do que sugeria o nível das equipes. A mesma arma utilizou o Flamengo para vencer o “temido” Caracas. Ainda que o cartão vermelho para Toró tenha complicado as coisas, quando foi ao ataque tocando a bola e dando companhia a Love, o rubro-negro conseguiu se impor e matou o jogo no final.

Pela visibilidade, prestígio e possibilidade de melhores receitas, vencer a Taça Libertadores ganhou uma relevância ainda maior nos últimos anos. Os reveses de Grêmio, Fluminense e Cruzeiro nas decisões recentes aumentam ainda mais a impressão de que é preciso tratar o torneio como prioridade, com investimentos e um plano bem traçado.

Porém, não é preciso respeitar tanto assim qualquer adversário no continente. Jogar sério é, sim, obrigatório para ter sucesso, mesmo na fase de grupos. Mas um futebol mais solto e “abusado” não é pecado mortal e pode até descomplicar duelos hoje encarados como “fantasmas”.
Publicada em 08/03/2010
Leovegildo Júnior, excepcional lateral-esquerdo e depois meiocampista, hoje comentarista na TV, foi preciso na análise sobre o legado da derrota da seleção brasileira na qual atuou em 1982: “A seleção que venceu virou referência. Se tivéssemos vencido, seríamos o espelho. Mas, para os treinadores, até que não foi ruim: era muito mais fácil copiar a seleção italiana”.

Por incrível que possa parecer, não é tão simples escolher o caminho da competitividade aliada à beleza e ao espírito ofensivo. É preciso material humano de qualidade e muita coragem para assumir os riscos. Por mais simples que pareça o futebol praticado por quem sabe fazer, sempre vai ter alguém obcecado por equilíbrio para criticar. Ou se aproveitar.

Essa foi a opção do Santos 2010 de Dorival Jr. O time leve e ofensivo de Neymar, Ganso, André, Robinho, Marquinhos, Arouca, Wesley e Cia. parte para cima e acredita que, com velocidade, dribles e toque envolvente é possível fazer mais gols que o oponente, mesmo com a retaguarda menos protegida.

O problema é quando o dia não é de espetáculo e do outro lado há uma equipe competente e disposta a negar os espaços e explorar as falhas da defesa que não tem o hábito de ser tão fustigada exatamente por manter a bola no campo adversário.

No jogaço do Canindé que encerrou com a sequência de vitórias do alvinegro praiano no Paulistão, a Portuguesa de Vágner Benazzi soube se fechar num 3-4-1-2 bem executado e não abdicou do ataque, explorando a principal deficiência do Santos quando não tem a bola: a pouca ou nenhuma combatividade do quarteto ofensivo, que deixa laterais e volantes a mercê das tabelas e triangulações pelo centro ou pelos flancos que estouram nos zagueiros de área.

O confuso lado direito com Roberto Brum e Wesley se revezando como lateral e volante foi facilmente envolvido pelas combinações de Fabrício e do veterano Athirson, que passeou pelo setor como ala. Assim saiu o gol de Héverton na primeira etapa. E outras tantas oportunidades foram criadas em jogadas por ali.

É dispensável dizer que o Santos também criou. Está no DNA do time que mais encanta atualmente. E Dorival foi ainda mais ousado na segunda etapa ao trocar Brum por Marquinhos, fixar Wesley de vez na lateral e escancarar um 4-3-3 no melhor estilo Barcelona, com dois meias criativos e três atacantes, para sufocar e dar trabalho ao goleiro Fabio, o melhor em campo.

A questão é que a Lusa teve a bola do jogo em seguidos contragolpes, mas faltou competência em alguns lances. E sorte na jogada decisiva: aos 44 minutos, o atacante Luiz Eduardo arrancou no mano a mano com a zaga, sentiu uma fisgada na coxa e caiu. Enquanto alguns de seus companheiros pediam ingenuamente a paralisação da partida, o Santos atacou com Wesley pela direita em cima do já extenuado Athirson e, depois da confusão na área, Zé Eduardo, o substituto de André, achou o gol salvador.

Dessa vez o prêmio pela coragem não foram os três pontos. Mas é inegável o mérito pela persistência e, obviamente, o talento de uma equipe de exceção no país. Porém, trabalhar virtudes e defeitos é necessidade básica em qualquer atividade e o time de Dorival Jr. pode ser mais forte se encontrar uma forma de continuar com o estilo abusado sem sofrer tanto atrás.

Em um confronto eliminatório, todo o encanto pode virar história sem taça, como o Brasil de Júnior e tantos outros craques em 1982. Mesmo com a justa compensação de se fixar na memória dos que apreciam o futebol lúdico e bem jogado, certamente não é isso que o Santos quer na temporada.
Publicada em 03/03/2010
A vitória por 2 a 0 sobre a Irlanda no Emirates Stadium no último amistoso da seleção brasileira antes da convocação final para a Copa da África do Sul teve peso praticamente zero e quase nenhuma utilidade para a definição dos 23 nomes.

O time novamente foi lento e sem ideias com o jogo parelho no primeiro tempo e achou seu gol num deslocamento de Robinho do centro para a direita, em impedimento, e o chute que bateu em Andrews e saiu do alcance do ótimo goleiro Given, do Manchester City. Com a vantagem e as entradas de Daniel Alves e Grafite nas vagas dos pouco inspirados Ramires e Adriano, a equipe brasileira cresceu na segunda etapa e consolidou o triunfo com o belo gol de Robinho, que mostrou que é, sim, jogador de seleção e, com o ritmo de jogo e a motivação readquiridos no Santos, pode ser um fator de desequilíbrio a favor do time de Dunga.

4-2-3-1 “torto”, com o meia pela direita mais recuado que Robinho pela esquerda, defesa relativamente sólida – com a dúvida na lateral-esquerda que persiste, também pela atuação hesitante de Michel Bastos -, time pragmático que vive de jogadas aéreas, lampejos dos mais talentosos e de contragolpes: esse é o Brasil que termina o ciclo pré-Mundial como um dos principais favoritos. Os resultados são inquestionáveis: 37 vitórias, 11 empates e apenas 5 derrotas. O aproveitamento impressiona: 76,7%. Só o futebol é que não justifica tanto otimismo.

Na coletiva em Londres, o treinador reafirmou suas convicções e deixou claro seus critérios: vai à Copa quem correspondeu às expectativas em termos técnicos e táticos e mostrou interesse, bom comportamento e compromisso com a camisa verde e amarela.

Até a convocação de Grafite tem uma boa justificativa: o técnico não tem um terceiro nome confiável para o comando do ataque além de Luis Fabiano e Adriano. Love e Afonso estão descartados há tempos, Diego Tardelli e Alexandre Pato seriam opções para a reserva de Robinho se Nilmar não tivesse garantido o passaporte. Apesar de não viver o momento iluminado do final da temporada europeia 2008/09, o atacante do Wolfsburg foi muito bem e se transformou numa alternativa interessante.

Ao contrário do que muitos de seus críticos afirmam, o equívoco de Dunga não é a incoerência. Não há no grupo praticamente fechado para a Copa um jogador que, na média, não tenha ido bem, ou melhor que seus concorrentes dentro da seleção. Os escolhidos também respeitaram a “cartilha” da CBF e muitos até peitaram seus clubes para servir à seleção. A confiança em jogadores que não vivem boa fase é até compreensível. Se a camisa pentacampeã mundial não pesou em outros jogos importantes, é legítima a aposta em quem se confia.

O que se deve questionar, e muito, são os critérios para a avaliação. Tomemos o exemplo mais óbvio, que salta aos olhos numa primeira análise: Ronaldinho decepcionou no Mundial de 2006 e, no ano seguinte, pediu dispensa da Copa América para desfrutar das férias a que tinha direito. Ganhou uma “geladeira”, voltou e novamente não teve atuações condizentes com seu enorme talento. Não rendeu na seleção porque vinha mal no Barcelona. Retornou nas Olimpíadas por “sugestão” de Ricardo Teixeira e mais uma vez não foi bem. Também porque não rendia no clube.

O craque redivivo do Milan está praticamente descartado. Só um fato novo, como uma contusão grave de Kaká e Robinho, poderia demover Dunga da ideia de não chamá-lo. A teoria de que o técnico vai aguardar até o último momento para garantir a ida de um Ronaldinho em forma e motivado não se sustenta pelas suas declarações e a postura ainda mais defensiva que o habitual nas respostas sobre o tema.

E aí vem a pergunta que transborda do cérebro até a língua ou aos dedos: onde está a justiça de se descartar um craque que faz falta à equipe e ao elenco pela capacidade de improviso, no seu melhor momento em quatro anos, por causa de fracas atuações de tempos atrás, quando o jogador se arrastava em qualquer campo, com qualquer camisa?

Ainda que Ronaldinho não fosse recebido com tapete vermelho e cadeira cativa entre os titulares, como aconteceu com Romário em 1993 e Scolari negou o privilégio ao mesmo Baixinho em 2002, por que não um teste de 30 minutos ou até menos tempo no último amistoso?

No caso de Pato, o erro é não considerar o natural amadurecimento de um jovem que vai construindo sua trajetória na Europa. O baixo rendimento e o revés em Pequim ganharam um peso desproporcional na avaliação. Negar mais uma oportunidade ao avante rossonero também soa injusto. Até cruel.

Dunga peca na brutal condenação de quem não tinha como mostrar mais quando recebeu a oportunidade e agora parece mais pronto que os demais. O perigo é que a bola puna a “miopia” do comandante no momento mais importante.

Publicada em 22/02/2010
Até os dirigentes da FERJ, que com "propriedade" marcaram jogos da Taça Rio às 8 da manhã, sabiam que o Botafogo de Joel Santana novamente apostaria tudo na marcação obsessiva e nas bolas altas para superar o Vasco na disputa derradeira pela Taça Guanabara.

Dessa vez o cerco não foi individual. Fahel, Fabio Ferreira e Wellington, que substituiu o contundido Antonio Carlos, se alternaram na marcação a Dodô e Philippe Coutinho, definido como atacante no 4-3-1-2 de Vagner Mancini na primeira etapa; Leandro Guerreiro e Eduardo marcavam Carlos Alberto por setor e os alas esperavam os laterais vascaínos.

Jogo igual nos primeiros 45 minutos, com o Botafogo tentando colocar um pouco a bola no chão e articular com Lúcio Flávio, mas este era bem marcado por um dos três volantes vascaínos. Na bola alta, apenas uma chance, com Abreu ajeitando para Alessandro chutar e a bola desviar em Herrera, assustando Prass. O uruguaio teve as duas melhores oportunidades, mas a falta de habilidade e um suposto pênalti de Fernando, em lance mais que duvidoso e difícil para a arbitragem de Marcelo de Lima Henrique, impediram a vantagem do Glorioso antes do intervalo.

O Vasco se atrapalhou com a vigorosa marcação do adversário e forçou demais as jogadas pela direita, praticamente abandonando Marcio Careca do lado oposto. Carlos Alberto e Coutinho conseguiram se impor na habilidade, mas as conclusões não foram das mais felizes. Na retaguarda, Titi se saiu melhor que Fernando nas disputas pelo alto com Abreu. Não por acaso, Joel gritava para que o intrépido Herrera abrisse pela direita, para que os cruzamentos buscassem o “poste” alvinegro contra seu pior marcador.

Na segunda etapa, Mancini trocou Léo Gago por Magno e plantou Nilton como terceiro zagueiro para liberar os laterais como alas. A mudança mexeu com a marcação do oponente, mas, na prática, acabou isolando um Dodô já escondido entre os zagueiros. Só melhorou para Carlos Alberto, que, mesmo sacrificado com dores no pé direito, passou a encontrar mais espaços para fugir dos volantes e bater no gol. Na melhor conclusão do meia-atacante, bela intervenção de Jefferson. Mas a oportunidade mais cristalina caiu nos pés de Herrera, que bateu no alto e Fernando Prass fez defesa magistral.

Joel fez a troca rotineira: Lúcio Flávio por Caio. Mancini respondeu tirando o lento e já cansado Souza e colocando Rafael Carioca para marcar a ágil revelação botafoguense. A partir daí, o desenho da partida ficou claro: o Vasco precisava de um lampejo de seus talentos; o Bota da jogada de sempre, que ainda não fora executada com perfeição.

Aos 25, o escanteio cobrado pela esquerda por Marcelo Cordeiro achou Fabio Ferreira, que subiu mais que Fernando e cabeceou meio sem jeito, mas o suficiente para tirar do alcance de Prass, que ficou no meio do caminho e apenas acompanhou com os olhos. O gol ganhou ainda mais importância por destemperar o adversário. Nilton entrou para quebrar Caio e levou o vermelho direto com justiça.

O Vasco ainda tentou na fibra, com Pimpão no lugar do apagado Magno, mas a confiança do Bota sufocava qualquer esboço de reação. E ainda tinha a estrela de Abreu, que era peça nula no jogo de contragolpes alvinegro, mas cavou e converteu o tolo pênalti de Titi que rendeu a expulsão por segundo amarelo do zagueiro cruzmaltino aos 38 minutos. Foi o sexto gol do artilheiro e o principal protagonista, dentro de campo, da surpreendente conquista alvinegra.

O titulo do turno premia o time mais determinado e garante a presença do Bota na quinta decisão consecutiva no Estadual. Um recorde do clube e na história - o Vasco foi vice em 1978, 79, 79 (especial), 80 e 81 e campeão em 77 e 82, porém em 77, 78 e no especial de 79 não houve decisões, com o vencedor conquistando diretamente. Joel Santana repete 1997 e vence a Taça GB com o Botafogo alcançando 100% de aproveitamento. Impressionante a ressurreição da equipe na competição depois dos humilhantes 6 a 0 aplicados pelo próprio Vasco, que custaram a cabeça de Estevam Soares.

A piada pronta no Rio de Janeiro é: “Botafogo já está na final. Agora falta o campeão.” Só que é dever lembrar que, se nos outros anos em que o alvinegro sucumbiu diante do Flamengo os treinadores eram Cuca e Ney Franco, profissionais jovens e com poucos títulos no currículo, dessa vez o comandante tem história e pode, em duas partidas decisivas jogando no limite e contando com seu carisma e a estrela que nunca o abandona, ficar com a taça pela sétima vez na carreira.
Páginas:
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
Anterior
Série A
Atlético Paranaense
Atlético-GO
Atlético-MG
Avaí
Botafogo
Ceará
Corinthians
Cruzeiro
Flamengo
Fluminense
Goiás
Grêmio
Grêmio Prudente
Guarani
Internacional
Palmeiras
Santos
São Paulo
Vasco da Gama
Vitória
Série B
América-MG
América-RN
ASA
Bahia
Bragantino
Brasiliense
Coritiba
Duque de Caxias
Figueirense
Guaratinguetá
Icasa
Ipatinga
Náutico
Paraná
Ponte Preta
Portuguesa
Santo André
São Caetano
Sport
Vila Nova
Série C
ABC
Alecrim-RN
Águia de Marabá
Brasil de Pelotas
Campinense
Caxias
Chapecoense
CRB
Criciúma
Fortaleza
Gama
Ituiutaba
Juventude
Luverdense
Macaé
Marília
Paysandu
Rio Branco-AC
Salgueiro
São Raimundo-PA
Série D
América-AM
América-RJ
Araguaína
Botafogo-DF
Botafogo-SP
Brasília
Camaçari
Cametá
Ceilândia
CENE
Central-PE
Confiança
Cristal-AP
CSA
Flamengo-PI
Fluminense-BA
Guarany de Sobral
Iraty
Joinville
Lideral
Madureira
Marcílio Dias
Metropolitano
Mixto
Nauas
Oeste-SP
Operário-PR
Pelotas
Potiguar de Mossoró
Remo
Rio Branco-ES
River Plate-SE
Sampaio Corrêa
Santa Cruz
São José-POA
Treze
Tupi
Uberaba
Vila Aurora-MT
Vilhena
Enquete
Quem será o campeão brasileiro?
Corinthians
Fluminense
Internacional
Santos
Outro
Sobre o Site: Anuncie | Contato | Trabalhe Conosco
Sites Legais: Só Jogos Online
Copyright 2002-2008 © FutNet. Todos os direitos reservados.
Resolução Mínima de 1024x768. Melhor visualizado com IE7 e FF3
Versão 4 Beta.