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Futebol nas entrelinhas - Por Cleuber Roggia
Cleuber Roggia é Psicólogo clínico, especialista em Avaliação Psicológica. Nasceu em Santiago-RS, onde aprendeu com o pai a torcer pelo Inter, de Porto Alegre. Estuda, ama e escreve sobre futebol e ainda se arrisca em opiniões no blog www.cleuber.wordpress.com. Futebol, Inter, Grêmio e todo o futebol brasileiro e mundial, numa visão psi.
Publicada em 13/05/2012
Sabe a Lei de Murphy, aquela que diz que "se alguma coisa pode dar errado, ela dará"? Pois é, tudo deu errado para o Internacional no primeiro tempo da decisão do título gaúcho de 2012, o qual conquistou agora a pouco sobre o Caxias, num jogo digno de final de campeonato. Mas, ficou muito no susto. E que susto! Não precisava.

O Caxias tomou iniciativa e teve personalidade
O primeiro tempo do Inter foi horrível. Jogou da mesma forma que no primeiro tempo do primeiro jogo da decisão, em Caxias. Muito mal. Tinga e Guinãzu não jogaram bem, e muito menos Dátolo. Não encaixava a marcação e não havia criação. Era um time desorganizado no ataque, no meio e na defesa. Aliás, a defesa do Inter precisa urgente de um zagueiro. O Caxias, de Mauro Ovelha, se valeu dessa desorganização astronômica do colorado, que mostrava ainda abatimento pela injusta, de certa maneira, desclassificação da Libertadores, última quinta-feira, e empurrou o time de Dorival Júnior para seu campo. Resultado: o Caxias tomou conta do jogo, merecidamente, muito à vontade, e fez o gol. E foi um gol de bola parada, o terceiro seguido que o Inter tomou.

Postura do Inter
Não tive dúvida nenhuma que o Inter mudaria para o segundo tempo. Também achei que o Caxias manteria o mesmo ritmo. A primeira coisa aconteceu, mas a segunda, a postura do Caxias, essa mudou. O time Grená não marcava a saída de bola do Inter, como no primeiro tempo e, na segunda etapa, não conseguiu e, também, abdicou. Já o colorado, colocou D'Alessandro e Dagoberto, no lugar de Dátolo e Tinga, respectivamente. O time melhorou MUITO. Era outro Inter. Era o Inter de sempre.

A postura do time de Doríval mudou radicalmente. O colorado começou a pressionar o Caxias e partiu para o abafa. Conseguiu um pênalti. Nei bateu e errou. O goleiro do Caxias defendeu. Que fase! Mas o Inter não se abateu e continuou a pressão. Precisando fazer dois gols para a decisão não ir para o pênaltis, o goleiro do Caxias protagonizou duas defesas que somente um grande goleiro conseguiria. Ele é um grande goleiro. E evitou de o Inter marcar. Mas o Inter de tanto buscar o gol, só faltou entrar gol a dentro com Sandro Silva e empatou a partida. Aliás, Sandro Silva é o melhor do Inter em muitos jogos e espero que fique pelo Beira-Rio.

Virada colorada
O Caxias até tentava, seu treinador mudou o time, mas o Inter queria o segundo gol. Num cruzamento de Fabrício, ele, Leandro Damião marcou o segundo gol, na entrada da pequena área, sua especialidade, num cabeceio indefensável. Inter 2 a 1 no Caxias. E claro, por ser o Inter, o sofrimento não acabara. O Caxias foi pra cima e quase marcou. Se marcasse, quase fez com o excelente Wrangler, o Inter perderia o campeonato. Mas ficou nisso mesmo. O Inter começou mal, terminou bem e campeão. Foi um jogo justo, digno de uma final de Gauchão que foi muito valorizada pelo excelente conjunto e treinador que tem a SER Caxias. Fossem campeões, mereceriam assim como o Inter mereceu.

O Inter venceu com: Muriel; Nei, Rodrigo Moledo, Índio e Fabrício; Sandro Silva, Guiñazu, Tinga (D´Alessandro) e Dátolo (Dagoberto); Oscar e Damião. Técnico: Dorival Júnior.

O Caxias conquistou o vice com: Paulo Sérgio; Michel, Lacerda, Jean e Fabinho; Umberto (Marcos Paulo), Paraná (Alison), Mateus e Wangler; Caion e Vanderlei (Rafael Santiago). Técnico: Mauro Ovelha.

Gols: Michel (C), aos 26min do primeiro tempo, Sandro Silva (I), aos 21min do segundo tempo, Damião (I), aos 26min do segundo tempo.

Cartões amarelos: Fabrício, Guiñazu, Rodrigo Moledo, D´Alessandro, Dagoberto, Nei, Damião (I), Mateus, Lacerda, Michel, Alison, Umberto, Rafael Santiago (C)

Coisas que eu não gostei
Postura do time no primeiro tempo. Atitude do treinador diante do péssimo primeiro tempo. A atitude de Doríval Júnior, como treinador, causando sua expulsão e seu "piti" numa final depois de ser expulso, tendo se ser acalmado pelos jogadores e podendo atrapalhar seu time, emocionalmente, dentro de campo. E o vice de futebol do Inter tratando publicamente da negociação de Sandro Silva. Foi muito infeliz em quase decretar que ele está fora do Inter (O Inter deve fazer de tudo para manter o volante no Beira-Rio).

E no mais
Parabéns a todos os torcedores colorados por mais uma conquista, bem como à direção e jogadores. E, aproveitando, o Inter deve contratar para buscar lutar pelo Campeonato Brasileiro deste ano.

Dia das Mães
Hoje é Dia das Mães e não poderia aqui deixar de fazer referência a isso. Parabéns a todas as mães, em especial às mães dos leitores deste site e, claro, à minha mãe: te amo e obrigado por tudo. Além de tudo, meu pai hoje completaria 77 anos. Ele ensinou-me a ser colorado e hoje ele está feliz. Obrigado por tudo, também. Te amo. Fica a nota triste pela perda da tia Norma, hoje. Descanse em paz e que Deus ilumine toda sua maravilhosa família.

@cleuberroggia



Publicada em 11/05/2012
Um jogo emocionante e pra ficar na história dos confrontos entre Internacional e Fluminense. Ontem, no Engenhão, o confronto deixou bem claro dois lados: um que atacava e outro que defendia. Um verdadeiro duelo de "cachorro grande".

Para quem gosta de correr riscos e de muita emoção, o duelo, que valia pela vaga às quartas-de-final da Libertadores 2012, não poupou ingredientes. E para quem sofre de problemas cardíacos, certamente, não foi nada bom assistir. O que menos o Fluminense queria aconteceu no primeiro tempo com o gol de Leandro Damião. Entretanto, logo em seguida, O Fluminense empatou e escancarou os problemas da defesa do Internacional. Não bastasse, ainda levou outro gol, da mesma forma, ao final da primeira etapa.

É importante colocar que algumas pesquisas em Psicologia do Esporte, abordam sobre baixos níveis de concentração do jogador de futebol no início ou no final da partida. O segundo gol do Flu nasceu de uma falta da desatenção da defesa do time de Dorival Júnior. O Inter deveria estar atento e concentrado. Pecou aqui. O Inter sabia que o time de Abel Braga havia treinado exaustivamente esse tipo de jogada e aceitou dois gols. No mais, dominou a partida, perdendo gols de frente para a meta, tanto no primeiro, quanto no segundo tempo. O Fluminense mereceu a classificação pela campanha e competência, mas não pelo jogo. O Inter saiu, merecia a vitória, ou o empate, mas a classificação não veio, o que confirma sua nada boa campanha na competição. Agora é bola pra frente, colorado! Mas fique bem claro: foi a melhor partida do Inter que eu vi em alguns meses.

Das causas
Um conjunto de fatores determina o resultado de uma partida. Nem sempre o futebol é assim, certinho. Claro que não estou falando de oito ou oitenta. O jogo de ontem tinha um Inter com uma defesa fraca. Moledo muito longe do que se espera dele e Índio com certas dificuldades, mas é o grande guerreiro, sempre. Bolívar no banco. Dagoberto voltou de lesão e está escalado errado, como meia e ele é atacante. Damião é sempre matador, mas peca, por vezes, ao cair muito e perdendo jogadas. Tinga, Guinãzu e Sandro Silva, para mim, impecáveis. Dátolo fez o possível, mas perdeu o gol da vaga, na minha concepção. Nei não foi o mesmo e Fabrício também não. E Oscar fez muito, mas muito mesmo, após quase cinquenta dias parado. É um craque. Mas o que eu gostei mesmo foi a atuação do time, a pegada, as triangulações e, principalmente, a atitude do Inter: foi o Inter de sempre, bem diferente do Inter da primeira fase, fora de casa. E é essa garra que deve permanecer para o Brasileirão.

Emoção
Logicamente que torcedores ficaram abatidos e frustrados. É do jogo. É uma reação normal. Mas tenho certeza que também ficaram orgulhosos de ver um time aguerrido que combateu do início ao fim. Jogadores que correram mais do que nunca, tanto para marcar, quanto para atacar. O conjunto envolveu o Fluminense que perdeu o meio de campo e teve estrelas apagadas no gramado. O Fluminense venceu, é certo, mas apenas por causa das jogadas de bola parada, mais nada. E futebol é assim. Ao final da partida, Leandro Damião não conseguiu falar, emocionado com a derrota. Isso mostra, dá uma ideia do que é jogar futebol, gostar do que faz, da camisa que veste e do clube que joga. Isso dá uma ideia do que é o sentimento e a emoção de torcer por um time de futebol. De torcer pelo Inter.

Domingo, o Inter vai a campo na busca do título gaúcho de 2012. Um título que deve, sempre, ser valorizado. Não por que ganhou desse ou daquele, mas porque é um título e títulos não vem por acaso. O respeito ao Caxias é determinante. O time da serra é muito bom e vem com tudo pra cima do Inter e pra fazer história. O jogo não está ganho e nem o título certo, mas a qualidade do Inter é muito superior.

Por fim
Sorte ao Fluminense daqui para frente na Libertadores e felicitações aos amigos e torcedores tricolores. A peleia foi ótima, digna das equipes. A Edinho, Rafael Sóbis e Abel Braga, muita sorte. Uma vez colorados, sempre colorados, mas agora defendendo as cores do Fluminense.

@cleuberroggia
Publicada em 30/04/2012
Quem assistiu ao GreNal de ontem, viu um jogo truncado, fechado no meio campo e com poucos lances de emoção, dentro de campo, pois fora de campo foi outro jogo. GreNal é GreNal e ponto. Não há, e também há, favorito. Tudo pode acontecer num dos maiores - senão o maior - de todos os clássicos brasileiros e do mundo, em suas peculiaridades. Fato é que o Inter venceu e está na final do Gauchão 2012, contra o Caxias.

Foco para Luxemburgo e o Inter melhor
Foi um jogo até certo ponto truncado. Porém, antes mesmo de iniciar, uma surpresa: a escalação do Grêmio. Ninguém sabia, ninguém viu nada. Wanderley Luxemburgo, treinador gremista, escondeu a escalação tricolor dos torcedores e da imprensa. Somente se soube do time que jogaria, quando o árbitro apitou o início da partida. Ainda, Luxemburgo chegou a zoar dos jornalistas quando foi perguntado sobre o "mistério" que criou, dizendo que a audiência dos órgãos de imprensa havia aumentado por conta disso. Em suma, Luxemburgo conseguiu - eu disse conseguiu - desviar o foco do jogo. Não era para menos, pois escalou um Grêmio num 4-3-3, corajoso, é certo, mas que deixou um time sem jogada nenhuma e todo o meio campo para o colorado. Tanto é que nenhum chute a gol os atacantes gremistas deram no primeiro tempo (e eram três). Além disso, o Inter impunha um ritmo de jogo e posse de bola maiores e chegou ao primeiro gol do jogo, com Dátolo, argentino que gosta de gols em clássicos. Numa falha da defesa, que passou por Gabriel, o gringo fez 1 x 0.

Grêmio melhor
Na segunda etapa, o treinador gremista fez o que deveria ter feito na primeira: jogar com mais gente no meio de campo e menos no ataque. E foi assim. Entraram Marquinhos e Marcelo Moreno. O tricolor ficou mais consistente, mais seguro e imprimiu seu jogo, dentro da casa do adversário, forçando o erro do Inter. O Grêmio havia melhorado e estava melhor que o Inter. Resultado: o Grêmio empatou o jogo, com Werley, numa falta cobrada por Fernando. Inter 1 x 1 Grêmio.

O foco para Luxemburgo, de novo, e o segundo gol do Inter
A partir do gol do Grêmio, o Inter acordou, mas ainda não se desvencilhava do jogo do tricolor e Dorival não mudava o time. Até que num lance de escanteio, Luxemburgo conseguiu - eu disse conseguiu - mais uma vez, chamar a atenção para si e desviar o foco do clássico. Discutiu sem necessidade com o gandula, com a arbitragem e com o mundo e, obviamente, foi expulso. O Inter melhorou e em outro escanteio, cobrado por Jajá, o lateral Fabrício, antecipando-se à defesa gremista, fez o segundo gol colorado e deu números finais ao clássico. Inter 2 x 1 Grêmio. Agora o foco era do Inter e para o Inter.

Entre o histerismo e o conceito
O Grêmio, por intermédio de seu treinador, atrasou a escalação do time, o jogo e ainda teve seu treinador expulso após um ataque histérico, sem necessidade. De lambuja, perdeu o jogo e está fora do regional. Já havia perdido a vaga no primeiro turno para o Caxias, após vencer o Inter e, agora, perdeu de novo. Será que Luxemburgo deveria rever seus conceitos? Quem sabe, não é mesmo.

Dorival Júnior
Do lado do Inter, Dorival, na minha opinião, deveria ter mudado o time mais cedo. Não fosse o acontecido que resultou na expulsão do treinador do Grêmio, talvez o Grêmio tivesse virado o jogo. Mesmo assim, há que se destacar que o Inter jogou no meio da semana, pelas oitavas da Libertadores, contra o Fluminense e, ainda, entrou para o clássico sem cinco titulares, ou cinco desfalques. Méritos do Inter. méritos de Dorival Júnior. O Inter está, mais uma vez, na final do Gauchão. E começou a preparação para a primeira partida, em Caxias do Sul.

Hora do São Paulo cuidar de seu futebol dentro de campo
O São Paulo tomou três gols do Santos e os três do incrível Neymar. Sugestiono ao time da capital paulista a começar a se preocupar com seu futebol dentro de campo, ao invés de focar tudo para o caso Oscar. Aliás, jogador este que não quer jogar no time tricolor e que estará liberado, a partir de quarta-feira, para voltar a atuar pelo Inter. Fica a dica.

Três, também
Com mesmo resultado de São Paulo e Santos, o Botafogo eliminou ao Vasco do Carioca e disputará a final contra o Fluminense. Com todo respeito ao torcedor botafoguense, eu achei que dava Vasco. Mas não deu. Loco Abreu foi um dos donos da festa, juntamente com a gandula que ajudou na jogada do primeiro gol. Detalhe: sem histerismo, como foi em Porto Alegre.

Por hoje é isso e qualquer coisa, @cleuberroggia

Publicada em 27/04/2012
O gol qualificado I
A segunda fase da Libertadores é, na verdade, o início da competição, na minha concepção. E, como escrevi na última coluna, a Copa Libertadores iniciou na quarta-feira, última, com Inter e Fluminense. É nessa fase o gol na casa do adversário tem um enorme peso (o gol qualificado). A primeira partida do Inter foi em casa, portanto, qualquer descuido poderia causar enorme prejuízio ao clube gaúcho, mais ainda, na verdade, uma vez que o Inter é o último dos classificados e, se chegar até a final, disputará o título fora de seus domínios.

O gol qualificado II
O jogo de quarta-feira mostrou um Fluminense sem ambição de buscar o resultado, ou melhor, um melhor resultado. Claro que o Inter se protegeu muito bem. De certa forma, o time de Abel Braga ficou com receio - ao menos pareceu - de sofrer gols. Claro que perder nunca é bom, seja de 1 x 0 ou mais, mas nesse caso, seria importante para o time carioca ter arriscado mais e chegado mais perto do gol, ou até mesmo feito um. Em tese - eu disse em tese - a vantagem do primeiro colocado na fase de grupos, perde um pouco a força, pois o seu adversário, o Inter, evitou de sofrer o gol. Não fez. Quase fez. Quase venceu. Mas não sofreu gol. Desta forma, caso o colorado consiga fazer um gol no Fluminense, no Rio, a vantagem muda de lado. O Flu terá que fazer dois, pois o empate com gols será do Inter. Obviamente que estou deduzindo. O Flu pode golear o Inter, vencer, enfim, tudo pode acontecer. Fato é que o regulamento acaba focando numa só coisa: o gol qualificado. E quem se apega a isso pode até não ser campeão, mas pode chegar muito perto.

Gol qualificado III
Há quem prefira decidir em casa. Há quem prefira decidir fora. Em se tratando de Libertadores, caro leitor, tudo é emoção (inclui muito sofrimento). Fernando Carvalho, eterno presidente colorado, prefere a segunda partida fora. Particularmente eu acho muito mais sofrido (só lembrar do jogo de volta 2010, contra o Estudiantes, em La Plata). Mas o presidente entende muito mais de futebol do que eu. Pior que concordo com ele quando seu time não sofre gol em casa. Assim, realmente é outra coisa. O Internacional foi bicampeão da Libertadores levantando a taça no seu estádio. É claro que estou aqui discorrendo sobre o assunto, mas tudo pode acontecer. Agora, para que tudo dê certo, o colorado deve mudar a postura dentro de campo, fora de seus domínios. Caso contrário, vai fica bem complicado. Conta-se com a experiência dos atletas que já conheceram o gostinho do título sul-americano. Mas título é para mais adiante. Agora é pensar em classificar-se para as quartas.

Favorito para domingo
Em clássicos não existe. Clássico é clássico, diz a máxima do futebol. O Inter é um time ainda irregular este ano. Digo e sempre direi que Gauchão não é parâmetro. O Grêmio, de irregular, passou a regular. Está mais postado em campo. O Inter jogou tudo quarta. O Grêmio descansou. Enfim, se a gente analisar tudo, não vai chegar a um consenso. Quem vencer, irá para a final com o Caxias. Ambas as equipes da capital tem muito que melhorar este ano e, além de tudo, saber lidar com a muito maior ainda este ano centralização do futebol, principalmente São Paulo e Rio de Janeiro. Quem tem acompanhado o caso Oscar, viu a força do centro do país. Não é nada fácil enfrentá-los fora de campo. Dentro de campo, a gente se vira e vai erguendo taças, tanto Inter, quanto Grêmio.

Guardiola
Sai do Barcelona após ter conquistado 16 títulos. Entre eles, dois campeonatos mundiais da FIFA. Pode até existir um time igual ao do Barcelona de hoje mais a frente, mas jamais superá-lo. Guardiola conquistou muito como jogador e tudo como treinador. E tem gente que ainda acha que ele não estava bem no comando do Braça. Vai entender!

Por hoje e isso. Um bom final de semana a todos e bom feriado também.

@cleuberroggia

Publicada em 23/04/2012
Começa a Libertadores
É nesta quarta-feira que começa a Libertadores 2012. A fase de grupos encerrou-se na semana passada, e as eliminatórias começam agora. Jogão entre Inter e Fluminense, ou seja, o primeiro contra o décimo sexto colocados, no Beira-Rio. Não está nada fácil para nenhum dos dois clubes. O Inter, apesar de pegar a última vaga, é o Inter, bicampeão da Copa. O Fluminense, apesar de não ter vencido a Copa ainda, chegou perto e este ano demonstra que quer esse troféu para sua sala. Mas não é tarefa fácil. A fase de grupos é chata, mas as eliminatórias é que dão o tempero certo para o bom futebol. Quem estiver melhor, vencerá. Ou não.

É o Inter e ponto
Se analisarmos o colorado pelas atuações em casa, nesta Libertadores, tem grandes chances de fazer um ótimo jogo nos seus domínios, além de ser um time copeiro. Já quando sai de casa, o desastre está certo. Como o segundo jogo é fora, é no Rio, a torcida certamente está apreensiva. Dorival colocou em campo, diante de The Strongest, Juan Aurich e Santos, um time apático, sem criação e com avenidas, em que os adversários transitavam como queriam. Para o jogo do Beira-Rio, tenho certeza que o empenho e o jogo, até que me prove o contrário, vai ser pra cima do Flu, todo o tempo, em busca do melhor resultado. Fora de casa, no jogo da volta, tenho receio, pois foram um desastre as partidas fora de casa. Não sei o que passa pela cabeça de Dorival Júnior quando sai do Beira-Rio. Mas isso é outra história. Fato é que o jogo é quarta, sem Oscar e sem D'Alessandro, mas é o Inter e ponto.

Guerra
Será uma guerra esta semana para Dorival Júnior, pois tem o Flu pela Libertadores e o Grêmio pelo segundo turno do Gauchão. Já se comenta que o treinador colorado balança no cargo. Em que pese as atuações do Inter fora de casa, realmente ele dá motivos. Até Celso Roth já foi cogitado, treinador que eu admiro muito. Portanto, ao natural é que as coisas podem ser muito boas, como podem ser muito ruins, em caso de maus resultados. Mas eu torço por bons resultados e é isso que o Inter busca. Sorte para Dorival e para o Inter.

E o Grêmio?
Pois é. O tricolor se acertou, mas com tantos problemas de lesão, acaba que custa a se acertar, mesmo se acertando. O Grêmio está vencendo seus jogos, mas não joga bem. Tem muito a melhorar. Eu digo e repito que o tricolor é time para mais tarde, mas não de chegar muito longe. Está sem banco, com jogadores que ou são rejeitados pela torcida, além de criticados, ou estão lesionados. Outros regulares, mas não o suficiente para empolgar. Exceto Kléber, claro. Mas acho que está no caminho certo. Será domingo que o tricolor embalará? Não sei. Inter ou Grêmio, qualquer resultado domingo, não definirá o ano. Certo que ajuda, mas Gauchão não é e nem nunca será parâmetro para competições de alto nível, como Brasileirão e Libertadores. Resta aguardar. E resta Inter e Grêmio melhorarem seu futebol, pois do contrário, ficarão a ver os times paulistas e alguns cariocas, a erguerem taças.

Paulista
Eu torcia para que no Gauchão Inter e Grêmio ficassem de fora da final. Um deles irá disputar o título contra o Caxias, basta aguardar domingo. No Paulistão, surpresas. De certa forma. Ponte Preta fez ótimo campeonato e venceu com todos os méritos o Corinthians, que ficou sem acreditar que está fora das finais do Paulistão. Além do Timão, o Palmeiras, de Felipão, também está fora. Perdeu seu jogo para o Guarani, de Campinas. Derby campineiro define o próximo classificado. Acho que dá e torço pela Macada. Está merecendo.

Carioca
O menor dos muitos problemas do Flamengo está dentro de campo. Não há crise no rubro-negro, ele é a própria crise. Não sei como sobrevive. Eu escrevi sobrevive. Errou ao demitir Luxemburgo, não paga Ronaldinho, está cheio de dívidas e de brigas internas, contratou Joel que até agora não fez nada de mais, talvez muito menos do que Luxemburgo. O time da Gávea está fora da Libertadores e do Carioca. Não tem mais o que fazer a não ser esperar o Campeonato Brasileiro. Os problemas do Flamengo são claros, mas pior cego é aquele que não quer ver. Assim é no Fla.

De outro lado, o Vasco decidirá com o Botafogo, a segunda fase. Briga boa, mas acho que dá Vasco. E, segundo alguns torcedores flamenguistas, o vice do Vasco está garantido. Brincadeiras à parte, Vascão é um time mais coeso que o Botafogo. Mas futebol é futebol.

De volta
Por questões pessoais e profissionais, demorei a postar. Depois de um tempo, estou de volta. Devagar, mas de volta. Quem quiser ter mais opinião, além daqui, siga meu Twitter @cleuberroggia. Vai lá, é de graça.
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