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European football - Por Yuri Bobeck
Estudante de Jornalismo, defensor do diploma e que realiza o sonho de atuar na área esportiva. Com passagens pela Rádio UEL FM, TV Cultura de Londrina e jornal Lance!, atualmente é estagiário da equipe de Esportes da TV Globo no Rio de Janeiro, além de colaborar com o Futnet.
Publicada em 17/04/2013
Bayern de Munique nas semifinais da Liga dos Campeões não é lá uma novidade. Umas das grandes potências do futebol europeu, os bávaros jogam um futebol altamente ofensivo há um bom tempo, com um meio de campo talentoso e versátil, além de um ataque eficaz, característica dos times alemães.

Porém, uma outra equipe germânica tem causado sensação há pelo menos duas temporadas. O Borussia Dortmund, que se classificou para as semifinais da Champions de forma dramática, já na 'bacia das almas' contra o Málaga, personifica a evolução pela qual passou e passa o futebol alemão. De um estilo de jogo que combinava força e que pregava eficácia, a seleção alemã hoje alia técnica, velocidade e, por que não, força, só que uma força que deixou de ser exclusivamente física e passou a ser também tática e ofensiva.

Jogadores como Götze e Reus são peças indispensáveis na engrenagem do time de Dortmund, e juntamente com Schweinsteiger, Müller e Kroos pelo lado de Munique, somando Özil, camisa 10 do Real Madrid, fazem da atual Mannschaft uma das grandes favoritas para a cada vez mais próxima Copa de 2014, ao lado de Espanha e Argentina.

Recentemente o ex-jogador Paul Breitner, lateral-esquerdo que se tornou numa lenda no Bayern e na seleção alemã, esteve no Brasil, e em entrevistas constatou o óbvio, mas que muitos ainda se negam a reconhecer por aqui: o futebol brasileiro está atrasado há uns dez anos. Já não temos e produzimos craques em larga escala, como anos atrás. Será que nossa fonte secou? O que aconteceu, ou melhor, o que não aconteceu no futebol brasileiro em relação à Alemanha ou Espanha?

Falta de investimento na base, na concepção do futebol como um jogo coletivo, que não pode mais ficar refém de táticas ultrapassadas, zagueiros e volantes que também devem saber passar, lançar, chutar, e não apenas impedir o ataque adversário. Estamos realmente atrasados, e é pouco provável que consigamos recuperar o tempo perdido há quase ano da 'nossa' Copa.
Publicada em 27/03/2013
O futebol por vezes apresenta histórias curiosas, declarações polêmicas, que quase sempre acabam esquecidas ou completamente distorcidas. A mais recente prova disso é Mario Balotelli, o anti-heroi italiano, que de bad boy, 'caso perdido', passou a ser a referência do Milan e da seleção italiana.

O curioso é que poucos dias antes de Balotelli anunciar sua saída do Manchester City para rumar ao Milan, em janeiro, o 'poderoso chefão' rossonero havia declarado que o atacante não passava de uma "maçã podre", e que faria mal ao vestiário do clube italiano. E então, dias depois, eis que um sorridente Berlusconi aparece para apresentar seu novo atacante, e justificando que havia sido mal interpretado com a história da "maçã podre".

Hoje Balotelli é a grande esperança italiana para a cada vez mais próxima Copa de 2014, e também parece ser a tábua de salvação de um desfigurado Milan. Engraçado como a realidade no futebol muda de forma de tão rápida. De maçã podre a craque incontestável, e tudo isso em poucas semanas.

Publicada em 04/01/2013
O futebol sem dúvida reflete a situação econômica atual. Há três, quatro anos, quem iria dizer que um jovem e promissor atacante trocaria um dos mais importantes clubes europeus para retornar ao Brasil?

A transferência de Alexandre Pato para o Corinthians representa não apenas o excelente momento do clube paulista, mas sim uma nova ordem no que podemos chamar de 'fluxo econômico'. Hoje, os clubes brasileiros, amparados por empresários que enxergam nos craques uma ótima vitrine para suas marcas, podem arcar com salários que um astro da bola ganharia nos principais campeonatos europeus. Não é à toa que Neymar reluta em sair do Santos, já que dificilmente ganharia na Espanha ou Inglaterra o que recebe do Santos e de seus patrocinadores particulares.

Pato volta ao Brasil após ver um Milan desfigurado, que precisou abdicar de um jogador como Ibrahimović para sanar dívidas de seu dono. E também por já não contar com o prestígio do treinador Allegri, que apostou em outra revelação, El Shaarawy, que vem fazendo gols e, principalmente, não se lesiona como o atacante revelado pelo Internacional.

O ex-camisa 7 rossonero certamente receberá no Corinthians a mesma quantia, ou até mais, do que recebia no Milan. Ele também espera estar mais próximo da lista para 2014, que ainda está longe de ser definida. Para o Corinthians a aposta é alta, bem alta, que pode não ter o retorno esperado.
Publicada em 29/11/2012
Messi, Cristiano Ronaldo e Iniesta. Esses são os três jogadores que estão no páreo para o prêmio de melhor jogador do planeta em 2012. O argentino corre atrás de seu quarto título, o português tenta repetir a coroação de 2008, enquanto o espanhol tenta ser o melhor pela primeira vez.

Andrés Iniesta é um craque que não faz questão de ter os holofotes apontados para si. Versátil, habilidoso, discreto, ele é o jogador que todo técnico gostaria de ter em sua equipe. Multicampeão pelo Barcelona e seleção espanhola, o meia-central é uma peça-chave nesse futebol 'moderno' praticado no Camp Nou e que contagiou a Fúria.

Messi é a barbada, CR7 seu eterno oponente, mas em 2012 ninguém merece mais o título de melhor entre todos os boleiros do que Iniesta. A Bola de Ouro estaria em boas mãos, ou melhor dizendo, em bons pés.
Publicada em 22/10/2012
Pelas Eliminatórias Sul-Americanas para a Copa ele já havia feito a diferença nos jogos contra Uruguai e Chile. No clássico platino foram dois gols, já em Santiago um golaço, o primeiro da vitória argentina sobre o Chile por 2 a 1. Quatro dias depois um hat trick (quando um jogador faz três gols num mesmo jogo) contra o Deportivo La Coruña pela Liga Espanhola.

Seis gols em três jogos, e somado a isso, viagens e poucos dias de descanso. E mesmo assim ele não sentiu, jogou e foi decisivo. Mas qual a diferença de Messi para os demais? O que faz dele o melhor entre todos os boleiros do planeta na atualidade?

Talvez o fato dele não ser um 'boleiro', e sim um profissional, que encara cada jogo de maneira séria e comprometida. Não importa se a partida é contra o Rayo Vallecano ou o Real Madrid, Brasil ou Panamá. Para Messi, só existe a bola, nada mais.

Nesse nível e ritmo, é difícil imaginar o que mais o camisa 10 pode fazer. Aos 25 anos ele ainda não desenvolveu todo seu potencial, que no futebol acontece aos 28, 29 anos. O que mais podemos esperar de Messi?
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