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Publicada em 13/03/2014, às 00:08 - Atualizada em , às 00:00
Everton faz dois gols, mas Flamengo vacila e cede o empate contra o Bolívar, no Maracanã
O Rubronegro empatou em 2 a 2 e perdeu a chance de terminar o primeiro turno da Copa Libertadores na liderança

Por Cauan Biscaia

O Flamengo desperdiçou uma chance de ouro para terminar o primeiro turno da Copa Libertadores na liderança do Grupo 7. Jogando contra o time do Bolívar-BOL, no Maracanã lotado, o Rubro-negro não fez valer a força do fator casa, e do apoio da incansável torcida flamenguista, e apenas empatou por 2 a 2 com os Celestes de La Paz.

A equipe do técnico Jayme de Almeida terminou o primeiro tempo no zero a zero, e despertou as primeiras vaias da arquibancada. No segundo tempo a situação piorou com o precoce gol de Capdevilla para os bolivianos. A reação do Flamengo foi imediata, e Everton protagonizou os dois gols da virada rubro-negra, resultado que lhe daria a liderança.

Porém, o time falhou novamente na defesa, e o dedo do técnico estreante, Xabier Azkargorta, teve efeito com o gol de Pedriel, jogador recém ingressado no segundo tempo. O empate contra o lanterna do Grupo 7 deixou os torcedores insatisfeitos, mas o Flamengo ainda encerrou o turno na segunda colocação, com 5 pontos, um a menos que o líder Emelec-ECU.

O JOGO

O Flamengo começou a partida da maneira como se esperava, com atitude ofensiva, empurrado pela torcida que lotou as dependências do Maracanã. O Bolivar fez o seu jogo, infiltrado na defesa e explorando os contra-golpes. O Rubronegro teve a sua primeira chance somente aos 14 minutos, depois de cobrança de falta de Elano que Cáceres cabeceou rente à trave de Quiñonez.

Com o passar do tempo, e o jogo cheio de equívocos por parte dos dois times, o Fla ficou nervoso e errou muitos passes, tirando a paciência do torcedor. Gabriel, muito impreciso, foi o mais cobrado pelas vozes da arquibancada. Mesmo com uma certa liberdade para criar as jogadas de ataque, e contando com a debilidade técnica dos bolivianos, que se complicaram muito nas saídas de bola da defesa, o Flamengo não conseguiu assustar o goleiro adversário.

Hernane tentou de fora da área e Gabriel com um chute cruzado de pouca força, mas estas foram as únicas finalizações para se destacar no primeiro tempo. Quem realmente assustou foi o Bolívar, que obrigou o goleiro Felipe a fazer uma grande defesa no potente chute de Yacerote, ingressado aos 20 minutos no lugar de Castillo, lesionado. Vaias e frustração da torcida e jogadores do Flamengo no final da primeira etapa, zerada em gols e em emoções.

O técnico Jayme de Almeida teve que forçar sua primeira substituição ao tirar Léo, machucado, para ingressar o volante Paulinho. O jogador entrou com tudo, e logo aos três minutos mandou um chute perigoso por cima do gol de Quiñonez.

Mas quando menos se esperava, o Bolívar mostrou suas garras. Depois do zagueiro Wallace vacilar e perder a bola na lateral esquerda, Arce se aproveitou e cruzou rasteiro para William Ferreira rolar para atrás e Capdevilla bater sem chances para Felipe, abrindo o placar e a boca dos torcedores flamenguistas, incrédulos.

Pressionado pelo resultado negativo, o Flamengo foi pra cima e se redimiu dois minutos depois do gol boliviano. Everton, inspirado, acertou um belo chute de fora da área e colocou a bola no canto, explodindo em vermelho e preto o Maracanã. Incendiados pela torcida, o time rubro-negro foi em busca da virada, e reclamou muito da arbitragem do chileno Enrique Osses, cobrando a marcação de dois pênaltis.

Mas como diz o ditado, água mole pedra dura, tanto bate até que furou as redes do Bolívar. Jogada de Paulinho pela direita, o chute despretensioso espirrou na zaga boliviana e sobrou para Everton, predestinado, fuzilar o arco de Quiñonez.

O técnico Xabier Azkargorta mexeu no banco, e substituiu dois jogadores de uma só vez, colocando Pedriel e Rudy Cardozo no lugar de Callejón e Luis Gutiérrez, respectivamente. A audácia ofensiva surtiu efeito, e os Celestes voltaram à igualdade no marcador com o recém ingressado Pedriel, que recebeu um lindo lançamento de Ferreira e, cara a cara com Felipe, só tocou para o gol.

Nervos à flor da pele, e mais raça que técnica na atitude dos jogadores flamenguistas. O time carioca tentou de falta com Alecsandro, ingressado no lugar de Elano, com João Paulo de fora da área, com Hernane entre trancos e barrancos, mas não conseguiu impedir o vexame no estádio Mário Filho.

Resultado inesperado contra o último colocado do Grupo 7, que ainda não venceu na Copa Libertadores e somou seu segundo ponto. O 2 a 2 não foi nada bem recebido pelos flamenguistas, mas ainda assim deixou o Rubro-negro na segunda colocação da chave, com cinco unidades, terminando o primeiro turno na zona de classificação, atrás apenas do Emelec-ECU.

FICHA TÉCNICA
FLAMENGO 2 x 2 BOLÍVAR-BOL


Competição: Copa Libertadores da América - Grupo 7 - Terceira Rodada
Local: estádio Maracanã, no Rio de Janeiro, Brasil
Data e horário: 12/03/2014, às 22h (de Brasília)
Arbitragem: Enrique Osses (CHI), auxiliado por Carlos Astroza (CHI) e Sergio Romero (CHI)
Gols: Capdevilla (BOL — 7'/2ºt), Everton (FLA — 9'/2ºt e 20'/2ºt), Pedriel (BOL — 28'/2ºt)
Cartões Amarelos: Juan Carlos Arce (BOL — 16'/1ºt), William Ferreira (BOL — 30'/2ºt), Edemir Rodríguez (BOL — 40'/2ºt)
Cartões Vermelhos: Não houve

FLAMENGO: Felipe; Leo (Paulinho), Wallace, Samir, João Paulo; Victor Cáceres (Carlos Eduardo), Muralha, Elano (Alecsandro), Gabriel; Everton e Hernane
Técnico: Jayme de Almeida

BOLÍVAR: Quiñonez; Edemir Rodríguez, Nelson Cabrera, Luis Gutiérrez (Rudy Cardozo), Walter Flores; Edu Moya (Yacerote), Damir Miranda, Capdevilla, Juan Carlos Arce; Callejón (Pedriel) e William Ferreira
Técnico: Xabier Azkargorta
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